O combate ao crime organizado é um desafio que demanda ações coordenadas e políticas de Estado, e não apenas de governo, na área de segurança pública. Essa foi a mensagem transmitida pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, durante o Congresso Nacional do Ministério Público, em Brasília, nesta sexta-feira (14).
Em um cenário em que as organizações criminosas movimentam quantias vultosas e possuem um poder corruptor capaz de desequilibrar a economia formal, é necessário que o Estado dê uma resposta consistente para não se deslegitimar. E isso só pode ser alcançado por meio de uma atuação coordenada e integrada entre os órgãos de segurança e o Ministério Público.
O procurador destacou a importância de uma estrutura adequada para o Ministério Público, que permita uma atuação efetiva e coordenada. Isso significa que os órgãos de execução devem trabalhar em conjunto, em vez de atuarem isoladamente.
No caso do Rio de Janeiro, Moreira ressaltou o impressionante poderio bélico das facções criminosas, que dispõem de verdadeiros exércitos equipados. Essa realidade é extremamente preocupante e exige uma resposta enérgica do Estado.
É importante ressaltar que o Ministério Público deve agir sempre com prudência, equilíbrio e independência, sem espaço para radicalismos ideológicos. Não podemos aderir a discursos que pregam um processo penal mínimo, nem a concepções que propõem a extinção do direito penal. O caminho para o combate ao crime organizado é o equilíbrio e a atuação dentro dos limites legais.
O procurador também alertou para a gravidade do cenário atual no Brasil, em que a criminalidade organizada é historicamente subestimada. Além do impacto na economia formal, essas organizações também são responsáveis por uma série de violações de direitos humanos, como o tráfico de drogas e armas, a exploração sexual e o trabalho escravo.
Por isso, é fundamental que o Estado e a sociedade como um todo se unam no enfrentamento ao crime organizado. É preciso que haja uma articulação nacional e políticas de Estado que garantam uma atuação efetiva e coordenada entre os órgãos de segurança e o Ministério Público.
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro também ressaltou a importância de uma atuação prática e efetiva, que vá além do discurso. É preciso que as ações sejam planejadas e executadas de forma estratégica, com foco nos cabeças do crime organizado e nas fontes de financiamento dessas organizações.
Além disso, é necessário que haja uma maior integração entre os órgãos de segurança e o Ministério Público, com troca de informações e cooperação mútua. Essa é a única forma de enfrentar o crime organizado de forma efetiva e garantir a segurança da população.
Em resumo, o combate ao crime organizado é um desafio que exige uma atuação conjunta e coordenada entre o Estado e a sociedade. É preciso que haja uma estrutura adequada e uma atuação efetiva do Ministério Público, sempre pautada pela prudência, equilíbrio e independência. Somente assim poderemos enfrentar esse grave problema e garantir um país mais seguro e justo para todos.

