No discurso proferido no plenário da Cimeira de Líderes do Clima, realizada no Brasil, o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, reafirmou o compromisso do país em promover as energias renováveis e fortalecer a eficiência energética. Além disso, anunciou que Portugal irá subscrever a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática e pediu que da COP30 (30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) surja uma “arquitetura global coerente” na área da adaptação às alterações climáticas, incluindo indicadores globais, monitorização, implementação e financiamento efetivos.
O discurso de António Costa na Cimeira de Líderes do Clima foi marcado por um tom otimista e determinado, demonstrando o compromisso de Portugal em enfrentar os desafios do aquecimento global e suas consequências. O primeiro-ministro destacou que o país tem sido um exemplo na promoção das energias renováveis, com uma meta de atingir 80% de eletricidade proveniente de fontes limpas até 2030. Além disso, Portugal tem se destacado na redução das emissões de gases de efeito estufa, com uma diminuição de 26% desde 2005.
Ao subscrever a Declaração de Belém, Portugal se une a outros países na luta contra a fome e a pobreza, que são agravadas pelas mudanças climáticas. A declaração tem como objetivo principal garantir a segurança alimentar e nutricional para todos, especialmente para as populações mais vulneráveis. Além disso, busca promover ações que contribuam para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, como o desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis e a redução do desperdício de alimentos.
António Costa também enfatizou a importância de uma “arquitetura global coerente” na área da adaptação às alterações climáticas. Isso significa que é necessário um esforço conjunto de todos os países para enfrentar os impactos do aquecimento global, com medidas efetivas e financiamento adequado. O primeiro-ministro ressaltou que a COP30 deve ser um momento de ação e não apenas de discussões, e que é preciso avançar na implementação de medidas concretas para combater as mudanças climáticas.
Portugal tem sido um exemplo na promoção de políticas e ações que visam mitigar os efeitos do aquecimento global. Além das metas ambiciosas para as energias renováveis, o país também tem investido em projetos de eficiência energética, como a renovação de edifícios públicos e a promoção do transporte sustentável. Além disso, Portugal tem sido um defensor ativo de medidas internacionais para combater as mudanças climáticas, como o Acordo de Paris e a Declaração de Belém.
O discurso de António Costa na Cimeira de Líderes do Clima é um exemplo de liderança e comprometimento com a causa ambiental. O primeiro-ministro demonstrou que Portugal está disposto a assumir um papel de destaque na luta contra as mudanças climáticas, tanto a nível nacional quanto internacional. Além disso, o país tem se mostrado aberto a colaborar com outros países e a compartilhar suas experiências e boas práticas.
É importante ressaltar que a ação climática não é uma responsabilidade apenas dos governos, mas de todos nós. Cada indivíduo pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, seja através de pequenas ações no dia a dia, como economizar energia e água, ou através de engajamento em movimentos e iniciativas

