A elevação da taxa básica de juros, a Selic, tem sido um assunto recorrente nos últimos anos no Brasil. E não é para menos, afinal, essa medida afeta diretamente a vida de todos os brasileiros, principalmente quando se trata do acesso ao crédito imobiliário. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, a cada 1% de aumento na Selic, 166 mil famílias deixam de ter acesso ao financiamento imobiliário. Isso significa que, com a alta dos juros, muitas pessoas têm seu sonho da casa própria adiado ou até mesmo impossibilitado.
Essa realidade é preocupante, pois o acesso ao crédito imobiliário é fundamental para o desenvolvimento do país. Além de ser uma forma de realização pessoal, a compra de um imóvel movimenta a economia, gera empregos e impulsiona o setor da construção civil. Por isso, é necessário que se tenha um modelo que garanta a estabilidade e juros acessíveis, para que mais pessoas possam realizar o sonho da casa própria e, consequentemente, contribuir para o crescimento do país.
No evento Incorpora 2025, realizado recentemente em São Paulo, Luiz França defendeu a urgência de uma redução nos juros pelo Banco Central. Segundo ele, é preciso que o órgão inicie um movimento de corte na Selic e que sejam criadas condições estruturais para manter os juros em um patamar baixo no longo prazo. Essa medida é fundamental para que o acesso ao crédito imobiliário seja facilitado e para que mais pessoas possam realizar o sonho da casa própria.
No entanto, para que isso seja possível, é necessário que haja um equilíbrio nas contas públicas. O presidente da Abrainc ressalta que é fundamental avançar em medidas que garantam o maior equilíbrio fiscal, racionalizem as contas públicas e modernizem a estrutura do Estado. Nesse sentido, a aprovação de uma reforma administrativa é um passo importante para alcançar esse objetivo.
É importante ressaltar que a manutenção da Selic em um patamar elevado tem sido justificada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) devido às incertezas do cenário econômico externo e aos indicadores que mostram uma moderação no crescimento do Brasil. No entanto, é preciso considerar que essa medida tem impactos negativos na economia do país, como a desaceleração do crescimento e a dificuldade de acesso ao crédito.
Diante desse cenário, é necessário que haja uma mudança de postura por parte do Banco Central. É preciso que sejam tomadas medidas para reduzir os juros e estimular o consumo das famílias e do setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já se posicionaram contra a manutenção da Selic em um patamar elevado, pois acreditam que isso prejudica o crescimento sustentável do país.
Além disso, é importante destacar que a alta dos juros também afeta outros setores da economia, como o mercado imobiliário. Com juros mais altos, o financiamento de imóveis se torna mais caro e, consequentemente, o valor dos imóveis também aumenta. Isso acaba afetando diretamente o poder de compra da população e dificultando ainda mais o acesso à casa própria.
Portanto, é fundamental que o Banco Central reavalie sua política de juros e tome medidas para reduzi-los. Isso não só facilitará o acesso ao crédito imobiliário, como também impulsionará a economia do país. É preciso que se tenha um olhar mais atento para as necess

