No próximo sábado, dia 4 de setembro, será inaugurado o Museu das Amazônias no Armazém 4ª do Complexo Porto Futuro II, em Belém, do Pará. O espaço foi projetado para ser uma referência em práticas museológicas inovadoras, inclusivas e conectadas aos territórios, valorizando a identidade e a diversidade da região. A inauguração do museu é um dos legados da COP30 para a capital paraense.
O Museu das Amazônias é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica estabelecido com o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e contou com a participação ativa do Museu Paraense Emílio Goeldi, que possui quase 160 anos de produção científica. A instituição formou um comitê técnico-científico interno multidisciplinar para colaborar no planejamento museológico, garantindo a qualidade e a relevância do projeto.
Um dos destaques do processo de curadoria foi o Plano de Escutas, que reuniu diversas vozes da Pan-Amazônia para discutir memória, ancestralidade, espiritualidade, ciência, natureza e futuro. Essa abordagem inclusiva e participativa garantiu que o Museu das Amazônias represente de forma fiel e abrangente a riqueza cultural e natural da região.
A inauguração do Museu das Amazônias contará com a presença do presidente Lula e terá duas exposições principais. A primeira é a mostra Amazônia, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado (1944-2025), que reúne cerca de 200 fotografias em preto e branco. O trabalho é resultado de sete anos de expedições pela região e apresenta uma visão única e sensível da Amazônia e de seu povo.
A segunda exposição é a Ajurí, que reúne oito instalações de artistas da região Norte e de outras partes do Brasil. As obras exploram diferentes linguagens, como pintura, fotografia, vídeo, escultura e outras experiências imersivas, e trazem reflexões sobre a Amazônia e sua relação com o mundo.
A comissão curatorial do Museu das Amazônias é formada por três mulheres de destaque em suas áreas de atuação. São elas: a antropóloga, fotógrafa, cineasta e pesquisadora do povo Baniwa, Francy Baniwa; a ecóloga da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira; e a arqueóloga Helena Lima, do Museu Goeldi. Com essa diversidade de perspectivas, o museu promete ser um espaço plural e enriquecedor para todos os visitantes.
O Museu das Amazônias funcionará das 10h às 20h e, até fevereiro de 2026, a entrada será gratuita. Essa é uma iniciativa importante para garantir o acesso de todos à cultura e ao conhecimento sobre a Amazônia, uma região tão rica e diversa, mas muitas vezes desconhecida e estereotipada.
Além das exposições, o museu também contará com uma programação diversificada, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e outras atividades que promovam a troca de saberes e a valorização da cultura amazônica. O objetivo é que o Museu das Amazônias seja um espaço vivo e dinâmico, sempre em diálogo com a comunidade e com as questões atuais da região.
A inauguração do Museu das Amazônias é um marco importante para a cultura e o turismo da região Norte do Brasil. Além de ser uma oportunidade para conhecer mais sobre a Amazônia e sua diversidade, o museu também é um espaço de reflex

