Alarmadas com os casos de intoxicação, no estado de São Paulo, por ingestão de metanol em bebidas adulteradas, a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) publicaram notas com alertas sobre a situação.
A Abrabe manifestou sua “profunda preocupação e solidariedade às vítimas e familiares” após a confirmação dos casos de intoxicação, que incluem duas mortes, por ingestão de metanol misturado a bebidas adulteradas. A entidade atua fortemente no combate ao mercado ilegal de bebidas, na orientação sobre o cumprimento das exigências técnicas e regulatórias do setor e na promoção do consumo responsável.
Segundo a associação, que acompanha operações de combate à comercialização de produtos ilícitos, apenas em 2020, o volume de apreensões foi superior a 160 mil produtos falsificados, além de insumos e equipamentos. Esses números alarmantes demonstram a gravidade do problema e a necessidade de medidas efetivas para combater o comércio ilegal de bebidas.
A Abrabe reitera o compromisso com a proteção do consumidor e com a defesa do mercado legal, seguro e responsável e seguirá contribuindo com os Governos Federal e Estadual para proteção da população. É importante que os órgãos competentes intensifiquem as ações de fiscalização e punição aos responsáveis por produzir e comercializar bebidas adulteradas, garantindo a segurança e a saúde dos consumidores.
Já a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia fez um alerta sobre os riscos de o consumo de metanol causar neuropatia óptica, uma doença grave que pode causar perda de visão irreversível. Segundo a nota enviada à Agência Brasil, entre 12 horas e 24 horas após o consumo, podem surgir sintomas de intoxicação como dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e, principalmente, visão turva repentina ou até cegueira.
É importante ressaltar que a intoxicação por metanol pode ser fatal e que os sintomas podem surgir em um curto período de tempo após o consumo da bebida adulterada. Por isso, é fundamental que a população esteja atenta e evite consumir bebidas de origem duvidosa ou sem procedência.
De acordo com a ABNO, o diagnóstico deve ser feito a partir da história clínica do paciente e por exames de sangue e de imagem. O tratamento deve ser imediato e com uso de antídotos, como o etanol venoso, bicarbonato para corrigir a acidez no sangue, vitaminas e, nos casos mais graves, hemodiálise para remover o veneno.
Nos últimos 25 dias, nove pessoas apresentaram intoxicação após o consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol. Duas pessoas morreram. Esses casos são extremamente preocupantes e exigem uma ação rápida e efetiva das autoridades para evitar novas ocorrências.
A situação crítica levou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) a publicarem uma nota técnica com recomendações urgentes aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado de São Paulo. Entre as medidas sugeridas estão a suspensão imediata da comercialização de bebidas alcoólicas em locais que não possuam autorização legal, a intensificação das fiscalizações e a punição rigorosa aos responsáveis por produzir e comercializar bebidas adulteradas.
É fundamental que a população esteja ciente dos riscos e evite consumir bebidas de origem duvidosa ou sem proced

