A evangélica que deixou de pregar a “cura gay” para se assumir como lésbica e fundar uma igreja aberta à diversidade
A religião e a sexualidade sempre foram temas delicados e muitas vezes conflitantes na sociedade. Para muitas pessoas, a religião é vista como uma forma de encontrar paz e conforto, mas para outras, pode ser uma fonte de conflito e rejeição. No entanto, uma evangélica brasileira decidiu enfrentar esse conflito interno e se assumir como lésbica, deixando para trás a pregação da “cura gay” e fundando, ao lado de sua esposa, uma igreja aberta à diversidade.
A história de Maria (nome fictício) é inspiradora e mostra que é possível conciliar a fé com a orientação sexual. Ela cresceu em uma família evangélica conservadora, onde a homossexualidade era vista como um pecado e uma escolha errada. Desde cedo, Maria sentia atração por mulheres, mas reprimia seus sentimentos por medo de ser rejeitada por sua família e comunidade religiosa.
Quando se tornou adulta, Maria se casou com um homem, seguindo o que era esperado dela pela sociedade e pela igreja. No entanto, mesmo casada, ela não conseguia negar sua orientação sexual e se sentia cada vez mais infeliz e culpada. Foi então que ela conheceu sua atual esposa, que também era evangélica e enfrentava os mesmos conflitos internos.
Juntas, elas decidiram enfrentar seus medos e se assumir como lésbicas. Foi um processo difícil, mas que trouxe uma sensação de liberdade e alívio para ambas. No entanto, a rejeição e o preconceito não tardaram a aparecer. Maria e sua esposa foram expulsas de suas igrejas e perderam muitos amigos e familiares. Mas elas não se deixaram abater e decidiram criar sua própria igreja, onde a diversidade e o amor ao próximo seriam os pilares principais.
Assim nasceu a Igreja da Comunidade Inclusiva, uma igreja evangélica que acolhe a diversidade e prega o amor e a aceitação de todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual. Maria e sua esposa se tornaram pastoras e líderes dessa comunidade, que cresce a cada dia e tem ajudado muitas pessoas a se reconciliarem com sua fé e sua sexualidade.
Para Maria, a mudança de postura em relação à homossexualidade foi um processo gradual e doloroso. Ela conta que, por muito tempo, acreditou que sua orientação sexual era um pecado e que precisava ser “curada”. Ela chegou a pregar a “cura gay” em sua igreja, seguindo o que lhe foi ensinado desde a infância. No entanto, ao se permitir viver sua verdadeira identidade, ela percebeu que não havia nada de errado com ela e que Deus a amava exatamente como ela era.
Hoje, Maria e sua esposa são um exemplo de amor e respeito mútuo, e têm ajudado muitas pessoas a se aceitarem e a encontrarem paz em sua fé e orientação sexual. A Igreja da Comunidade Inclusiva tem se tornado um refúgio para aqueles que se sentem excluídos e rejeitados por sua orientação sexual em outras igrejas.
A história de Maria mostra que é possível conciliar a fé com a orientação sexual e que o amor de Deus é incondicional. Ela também nos ensina a importância de questionar e desconstruir crenças e dogmas que nos foram impostos e que podem ser prejudiciais e excludentes. A diversidade é uma realidade e deve ser acolhida e respeitada em todas as esferas da sociedade, inclusive na relig

