O verão chegou e, infelizmente, com ele também chegaram os incêndios florestais. Anualmente, Portugal se vê às voltas com a devastação causada pelas chamas, que destrói não apenas a nossa natureza, mas também as vidas e propriedades de muitas pessoas. Diante desse cenário, é natural que surjam questionamentos sobre as medidas tomadas pelo governo para combater os fogos e proteger a população. Recentemente, o chefe de Governo, Luís Montenegro, abordou esse assunto em uma entrevista, esclarecendo sobre um possível pedido de ajuda externa e trazendo tranquilidade à população.
Montenegro rejeitou a ideia de que seria necessário pedir ajuda externa de imediato e explicou que o Governo não terá “objeção” em fazê-lo quando for “tecnicamente adequado”. Essa declaração vem em um momento em que muitos questionam a capacidade do governo de lidar com os incêndios, principalmente após a tragédia ocorrida em 2017, que deixou 64 mortos e mais de 250 feridos.
O chefe de Governo enfatizou que o país possui um sistema de proteção civil sólido, que é constantemente aprimorado e atualizado. Ele também destacou que a situação atual é diferente daquela de 2017, quando o país enfrentou uma seca intensa e uma onda de calor histórica, o que contribuiu para a propagação rápida dos incêndios. Montenegro ressaltou que, neste verão, o país está enfrentando condições climáticas mais favoráveis e que a prevenção e combate aos fogos estão sendo realizados de forma eficiente.
Além disso, o chefe de Governo ressaltou que o país possui uma estrutura de resposta a emergências bem estabelecida, que envolve uma forte cooperação entre as diferentes entidades responsáveis pela proteção civil, como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os bombeiros. Ele enfatizou que essa cooperação é essencial e que o governo está constantemente trabalhando para melhorar a comunicação e coordenação entre essas entidades.
Montenegro também destacou o papel da população na prevenção e combate aos fogos, enfatizando a importância de seguir as medidas de segurança e de denunciar qualquer atividade suspeita que possa colocar em risco a segurança e o meio ambiente. Ele enfatizou que todos devem estar cientes da sua responsabilidade nesse combate e que o governo está trabalhando para aumentar a consciência e o engajamento da população.
Apesar de confiar nas medidas tomadas pelo governo até o momento, Montenegro enfatizou que o país não hesitará em pedir ajuda externa se for necessário. Ele explicou que esse pedido será feito de forma estratégica, com base em critérios técnicos e quando for realmente necessário. Ele também enfatizou que o governo está em constante diálogo com outras entidades europeias e que já existem acordos de cooperação estabelecidos para o apoio mútuo em situações de crise.
É importante ressaltar que o pedido de ajuda externa não é uma indicação de fraqueza ou incompetência do país, mas sim uma demonstração de que o governo está disposto a fazer o que for necessário para proteger a população e o meio ambiente. Montenegro enfatizou que, acima de tudo, a prioridade do governo é garantir a segurança e o bem-estar da população e que todas as medidas necessárias serão tomadas para alcançar esse objetivo.
Em suma, o discurso do chefe de Governo, Luís Montenegro, traz tranquilidade à população em relação ao combate aos incêndios

