Engenheiro e silvicultor de formação, Francisco Castro Rego tem feito um apelo urgente sobre a importância de se tratar o excesso de biomassa de forma adequada na prevenção de incêndios florestais. Com os recentes incêndios que devastaram a região Norte, Castro Rego defende que a situação poderia ter sido amenizada se medidas mais “musculadas” tivessem sido tomadas.
Com mais de 40 anos de experiência na área florestal, Francisco Castro Rego é um especialista respeitado por seu conhecimento e dedicação à proteção e preservação das florestas. Durante sua carreira, ele tem trabalhado incansavelmente para conscientizar governantes e população sobre a importância de uma gestão adequada das florestas, e agora, mais do que nunca, seu conhecimento e visão têm se provado cruciais.
Recentemente, os incêndios que atingiram a região Norte do país deixaram um rastro de destruição e tristeza. Com uma área total queimada superior a 32 mil hectares, os incêndios também causaram oito mortes e destruíram muitas casas e propriedades. A magnitude e a intensidade desses incêndios foram assustadoras para todos, mas não surpreendentes, segundo Francisco Castro Rego.
Focos de incêndio não são incomuns nesta época do ano, mas o que torna esses recentes ainda mais devastadores é o fato de que eles poderiam ter sido controlados ou até mesmo evitados. Para o especialista, o grande vilão é o excesso de biomassa, que nada mais é do que a quantidade de material orgânico presente nas florestas, como folhas mortas, galhos secos e troncos caídos.
Castro Rego explica que a biomassa é uma parte importante do ecossistema florestal, mas que em excesso se torna um grande risco para a propagação de incêndios. Somado a isso, temos a falta de gestão e manutenção adequada das florestas, o que cria condições favoráveis para a propagação de fogo. Segundo o especialista, é necessário um manejo mais ativo e regular da biomassa, que consiste em retirar o excesso de material e evitar que ele se acumule, criando uma espécie de combustível pronto para alimentar as chamas.
Para deixar claro a dimensão da importância dessa prática de manejo da biomassa, basta olharmos para o exemplo de Portugal, um país que conseguiu controlar e reduzir significativamente o número de incêndios após a adoção dessa medida. De acordo com Castro Rego, o trabalho de gestão e manutenção adequada da biomassa é essencial para minimizar os riscos de grandes incêndios e preservar as florestas.
“O excesso de biomassa é uma bomba-relógio que precisa ser desativada, e para isso é necessário um esforço conjunto entre governos, proprietários de terras e especialistas florestais”, explica o engenheiro silvicultor. Ele reforça que o manejo da biomassa não é uma tarefa fácil, pois requer um investimento significativo de tempo e recursos, mas é fundamental para garantir a segurança de todos e a preservação das florestas.
Castro Rego também ressalta que essa medida deve ser combinada com outras práticas de prevenção, como a criação de faixas de gestão de combustível, corta-fogos e ações de educação para a população. O engenheiro se mostra otimista quanto à possibilidade de um futuro mais seguro e sustentável para as florestas, mas alerta que é preciso agir agora para que a situação não piore ainda mais.
Em tempos de crise e destruição, é importante lembrar da importância de ouvir e valor

