Na pequena ilha de Timor-Leste, no Sudeste Asiático, a rica cultura e tradições do povo timorense são preservadas e honradas por meio da arte de Joaquim Surumali. Em sua oficina localizada em Tasi Tolu, nos arredores da capital Díli, este mestre joalheiro transforma o patrimônio cultural do país em peças de joalheria de beleza e valor inestimáveis.
Há muitos anos, Joaquim Surumali dedicou sua vida a preservar a identidade cultural de Timor-Leste e a promover o orgulho e o amor pelo seu país por meio de sua arte. Ele se orgulha de ter aprendido o ofício de joalheiro com seu avô, um habilidoso artesão que criava joias para a nobreza local. Desde então, Surumali tem continuado o legado da família, adaptando suas técnicas para representar a cultura e os costumes únicos de seu país.
Com esmero e habilidade, Joaquim Surumali recria em joias as peças utilizadas em casas sagradas, cerimônias e danças tradicionais de Timor-Leste. Seu trabalho é tão preciso que as joias são praticamente idênticas às originais, o que evidencia seu profundo conhecimento e respeito pela cultura timorense.
Entre as peças mais famosas criadas por Surumali estão as “tara bandu”, que são braceletes usados pelos líderes tradicionais em cerimônias importantes. Essas joias são feitas com pedras preciosas e metais nobres, como o ouro e a prata, e são consideradas símbolos de poder e respeito. O processo de fabricação dessas joias é minucioso e leva semanas para ser concluído, mas o resultado final é verdadeiramente deslumbrante.
Além das “tara bandu”, Joaquim Surumali também produz outros tipos de joias inspiradas nas tradições timorenses, como os colares usados pelas noivas nas cerimônias de casamento e os brincos usados por mulheres em rituais de fertilidade. Cada peça é única e carrega consigo toda a história e significado cultural de Timor-Leste.
O trabalho de Surumali não se limita apenas à criação de joias tradicionais, ele também busca inovar e experimentar novas técnicas em seus projetos. Ele utiliza materiais locais, como a madeira de sândalo e as sementes de tamarindo, para criar joias contemporâneas que reflitam a identidade e a criatividade do povo timorense.
Além disso, o mestre joalheiro é um forte defensor da sustentabilidade e do comércio justo em sua produção. Ele trabalha com artesãos locais e promove o uso de materiais reciclados e renováveis, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social de seu país.
O trabalho de Joaquim Surumali tem sido amplamente reconhecido e admirado dentro e fora de Timor-Leste. Suas joias já foram exibidas em importantes museus e galerias de arte ao redor do mundo, levando a cultura e tradições de seu país para além de suas fronteiras.
Mas, para Surumali, o reconhecimento mais importante é o impacto que suas joias têm sobre as pessoas em seu próprio país. Suas criações são apreciadas e usadas por líderes tradicionais, dançarinos e músicos durante festivais e cerimônias, garantindo a continuidade e valorização das tradições timorenses.
Joaquim Surumali é um verdadeiro tesouro de Timor-Leste, um artista que não apenas replica joias, mas também preserva e promove o rico patrimônio cultural de seu país
