Dezenas de moradores de bairros da periferia de Lisboa se reuniram hoje em frente à sede do Governo para exigir “vida justa” em suas comunidades. Eles entregaram uma carta aberta ao Governo, pedindo um programa de emergência nacional para enfrentar a crise habitacional que assola essas áreas.
A manifestação foi organizada por moradores de bairros como a Cova da Moura, Amadora, Quinta da Fonte e Reboleira, que sofrem com a falta de condições adequadas de moradia. Eles carregavam cartazes e faixas com mensagens como “Moradia é um direito” e “Não à especulação imobiliária”.
Durante o protesto, os moradores expressaram sua indignação com a situação em que vivem e clamaram por uma mudança. “Estamos cansados de viver em condições precárias, sem acesso a serviços básicos como água e saneamento. Exigimos uma vida digna e justa para nós e nossas famílias”, disse Maria Silva, moradora da Cova da Moura.
A crise habitacional em Lisboa tem sido um problema crescente nos últimos anos. Com o aumento do turismo e a especulação imobiliária, os preços dos aluguéis e imóveis dispararam, tornando quase impossível para os moradores de baixa renda permanecerem em suas comunidades. Muitos são forçados a se deslocarem para áreas mais distantes, onde o custo de vida é mais baixo, mas isso significa perder suas conexões com a comunidade e enfrentar longas jornadas de trabalho.
Diante dessa realidade, os moradores exigem que o Governo tome medidas urgentes para garantir o direito à moradia. Em sua carta aberta, eles pedem a criação de um programa de emergência nacional que inclua a construção de moradias sociais, o controle dos preços dos aluguéis e a regularização de assentamentos informais.
“Não podemos mais esperar por soluções. Precisamos de ações concretas agora para resolver essa crise habitacional que afeta diretamente nossas vidas”, disse João Santos, morador da Amadora.
O protesto foi apoiado por várias organizações e movimentos sociais, que se uniram aos moradores para exigir mudanças. “A moradia é um direito humano fundamental e é dever do Estado garantir que todos tenham acesso a ela. Não podemos permitir que os interesses econômicos prevaleçam sobre as necessidades das pessoas”, afirmou Ana Silva, representante de uma das organizações presentes.
O Governo ainda não se pronunciou sobre as demandas dos moradores, mas espera-se que a carta aberta seja considerada e medidas sejam tomadas para enfrentar a crise habitacional em Lisboa. Os moradores estão determinados a continuar lutando por seus direitos e garantir que suas vozes sejam ouvidas.
Enquanto isso, a mensagem dos manifestantes é clara: “Queremos uma vida justa e digna em nossas comunidades. Não vamos desistir até que isso se torne uma realidade”. Com união e determinação, eles esperam que suas exigências sejam atendidas e que a crise habitacional seja resolvida em benefício de todos.

