A Câmara de Lisboa fez história hoje, ao tomar uma decisão corajosa e humanitária: condenar veementemente o genocídio do povo palestiniano perpetrado por Israel. Com os votos contra do PSD/CDS-PP, a Câmara mostrou que está ao lado dos valores mais nobres da justiça e da paz, ao apoiar a causa palestiniana e exigir o reconhecimento do Estado da Palestina e o cumprimento do direito de retorno dos refugiados.
Esta é uma decisão que não pode passar despercebida. O mundo inteiro está atento à situação dos palestinianos, que há décadas sofrem com a ocupação e a opressão israelita. Numa altura em que a violência e a injustiça parecem dominar as relações internacionais, a Câmara de Lisboa dá um exemplo de coragem e solidariedade, ao expressar de forma clara e inequívoca o seu apoio ao povo palestiniano.
O gesto da Câmara de Lisboa é ainda mais significativo quando vemos que este apoio é dado apesar da oposição do PSD/CDS-PP. Estes partidos têm uma visão muito diferente da situação no Médio Oriente, e muitas vezes alinham com a agenda de Israel. No entanto, a votação de hoje mostra que, quando se trata de valores fundamentais, há um consenso alargado na sociedade portuguesa, que transcende as diferenças partidárias.
O reconhecimento do Estado da Palestina é um passo fundamental para a construção de uma paz duradoura na região. Ao apoiar esta reivindicação legítima do povo palestiniano, a Câmara de Lisboa está a dar um sinal claro de que a justiça deve estar acima de interesses políticos e económicos. É um sinal de que as autoridades locais estão dispostas a assumir a sua responsabilidade na defesa dos direitos humanos e no combate às injustiças.
Mas a condenação do genocídio e o apoio ao reconhecimento do Estado da Palestina não são os únicos pontos dessa decisão histórica. A Câmara de Lisboa também apela ao cumprimento do direito de retorno dos refugiados palestinianos. Este é um assunto crucial, que tem sido negligenciado pela comunidade internacional. Milhões de palestinianos foram forçados a deixar as suas terras e casas durante a Nakba, em 1948. Desde então, têm sido negados o direito ao regresso e a reparação pelos danos causados. A Câmara de Lisboa, ao exigir o cumprimento deste direito, está a dar voz a esses refugiados e a defender a sua dignidade.
É importante notar que a decisão da Câmara de Lisboa não é um ato isolado. Esta é uma cidade que sempre teve um papel ativo na luta pela paz e pela justiça social. Lisboa é uma cidade de acolhimento, que recebeu refugiados de várias partes do mundo. É uma cidade que tem uma forte tradição de solidariedade internacional e que tem lutado contra a opressão e a discriminação em todas as suas formas. A decisão de hoje é um reflexo desses valores que fazem parte da identidade lisboeta.
Esperamos que esta decisão da Câmara de Lisboa seja um exemplo para outras cidades e governos ao redor do mundo. É hora de todos nós, enquanto cidadãos globais, nos unirmos para apoiar o povo palestiniano na sua luta pela liberdade, pela justiça e pelo direito de viver em paz e segurança. É hora de reconhecermos que a opressão de um povo não pode ser justificada ou ignorada, independentemente de quem a perpetua.
A Câmara de Lisboa mostrou que está ao lado

