Marcelo Sangalo Cady, filho da cantora Ivete Sangalo, recentemente se tornou alvo de mensagens nas redes sociais após sua mãe compartilhar uma foto do menino de 11 anos em suas redes sociais. A imagem, que mostrava Marcelo com uma camiseta com a frase “Eu sou o futuro”, gerou uma série de comentários sobre a sexualização da criança.
Essa não é a primeira vez que o filho da cantora é alvo de mensagens desse tipo. Em 2018, uma foto de Marcelo usando um terno em um evento da família também gerou polêmica e discussões sobre a sexualização precoce de crianças.
Diante dessa situação, Welson Diniz, especialista em Proteção da Criança e do Adolescente, falou sobre a importância de discutir esse assunto e conscientizar a sociedade sobre os perigos da sexualização precoce.
Segundo Diniz, a sexualização precoce é um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum na sociedade atual. Com o avanço da tecnologia e o fácil acesso à informação, as crianças estão expostas a conteúdos que antes eram restritos aos adultos. Além disso, a pressão da mídia e da sociedade para que as crianças sejam “adultas” cada vez mais cedo também contribui para esse problema.
No caso de Marcelo Sangalo Cady, o especialista ressalta que a exposição do menino nas redes sociais pode ser prejudicial para sua saúde mental e emocional. “As crianças não têm maturidade suficiente para lidar com esse tipo de exposição e podem sofrer consequências graves, como baixa autoestima, ansiedade, depressão e até mesmo transtornos alimentares”, explica Diniz.
Além disso, a sexualização precoce também pode levar a situações de abuso e exploração sexual. “Quando uma criança é exposta a conteúdos sexuais precocemente, ela pode se tornar um alvo fácil para pedófilos e outros criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade dessas crianças”, alerta o especialista.
Diante desse cenário, é fundamental que os pais estejam atentos e conscientes sobre a importância de proteger seus filhos da sexualização precoce. “Os pais devem conversar com seus filhos sobre sexualidade de forma adequada para a idade, respeitando o desenvolvimento e a individualidade de cada criança”, orienta Diniz.
Além disso, é importante que os pais monitorem o acesso dos filhos à internet e às redes sociais, estabelecendo limites e regras claras sobre o uso dessas ferramentas. “Os pais também devem estar atentos aos sinais de que seus filhos possam estar sofrendo com a sexualização precoce, como mudanças de comportamento, isolamento social e baixo rendimento escolar”, acrescenta o especialista.
Por fim, Welson Diniz ressalta que a sociedade como um todo também tem um papel importante na proteção das crianças e adolescentes contra a sexualização precoce. “É preciso que haja uma conscientização coletiva sobre esse assunto e que sejam criadas políticas públicas efetivas para combater esse problema”, afirma.
Portanto, é fundamental que a sociedade reflita sobre a sexualização precoce e tome medidas para proteger as crianças e adolescentes desse fenômeno. Afinal, são eles o futuro e merecem crescer de forma saudável e livre de pressões e exposições desnecessárias.
