Há 40 anos, o mundo parou para assistir a dois espetáculos que ficariam marcados na história da música e da solidariedade. No dia 13 de julho de 1985, o estádio de Wembley, no Reino Unido, e o estádio John F. Kennedy, nos Estados Unidos, receberam diversos artistas renomados em um evento que tinha um objetivo nobre: arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia.
O concerto, intitulado “Live Aid”, foi idealizado pelo músico Bob Geldof, vocalista da banda irlandesa Boomtown Rats, após assistir a uma reportagem sobre a crise humanitária que assolava a Etiópia. Comovido com a situação, Geldof decidiu usar sua influência no mundo da música para mobilizar as pessoas e arrecadar fundos para ajudar as vítimas da fome.
O evento contou com a participação de mais de 75 artistas, entre eles, nomes como Queen, U2, Madonna, David Bowie, Elton John, Paul McCartney, entre outros. O público presente nos estádios e os telespectadores ao redor do mundo puderam desfrutar de mais de 16 horas de música ao vivo, com transmissão simultânea para mais de 150 países.
O “Live Aid” foi um verdadeiro sucesso, não apenas em termos de arrecadação de fundos, mas também em termos de impacto na sociedade. O evento conseguiu arrecadar mais de 150 milhões de dólares, que foram destinados à Etiópia e a outros países africanos que também enfrentavam a fome. Além disso, o concerto foi responsável por conscientizar milhões de pessoas sobre a gravidade da situação e a importância de ajudar o próximo.
Mas o “Live Aid” não foi apenas um evento beneficente, foi também um marco na história da música. O concerto reuniu alguns dos maiores artistas da época, que se uniram em prol de uma causa maior. As apresentações foram memoráveis e emocionantes, com momentos icônicos como a performance de Freddie Mercury, vocalista do Queen, que hipnotizou a plateia com sua voz e carisma.
Além disso, o “Live Aid” também foi responsável por lançar novos artistas ao estrelato, como foi o caso da banda britânica Dire Straits, que teve sua música “Money for Nothing” tocada durante a transmissão do evento e se tornou um sucesso mundial.
O impacto do “Live Aid” foi tão grande que, além de ajudar a combater a fome na Etiópia, também inspirou outros eventos beneficentes ao redor do mundo. O concerto foi seguido por outras edições, como o “Live 8” em 2005, que tinha como objetivo pressionar os líderes mundiais a tomar medidas para acabar com a pobreza extrema.
Hoje, 40 anos depois, o “Live Aid” continua sendo lembrado como um dos maiores eventos beneficentes da história. O concerto mostrou que a música tem o poder de unir as pessoas e de fazer a diferença na vida daqueles que mais precisam. Além disso, o “Live Aid” também deixou um legado de solidariedade e empatia, mostrando que juntos podemos fazer a diferença e mudar o mundo.
Portanto, que o “Live Aid” sirva de inspiração para todos nós, para que possamos sempre estender a mão ao próximo e lutar por um mundo mais justo e igualitário. Que a música continue sendo uma ferramenta poderosa de transformação e que eventos como esse nunca deixem de existir. Afinal, como disse Bob Geldof na abertura do concerto: “Não há razão para o mundo ser assim. Não há razão para as pessoas passarem fome. Nós podemos fazer algo a respeito disso”.

