Dois homens, de 37 e 44 anos, conseguiram escapar do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, na tarde desta terça-feira (15), segundo informações da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
A fuga aconteceu por volta das 17h30, quando os detentos conseguiram romper a grade de uma das celas e, em seguida, escalaram o muro da prisão. De acordo com a DGRSP, os dois homens estavam cumprindo penas por crimes de roubo e tráfico de drogas.
A polícia foi imediatamente acionada e iniciou uma operação de busca pelos fugitivos. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro dos detentos. No entanto, as autoridades estão mobilizadas e trabalhando em conjunto para recapturá-los o mais rápido possível.
Esta não é a primeira vez que ocorre uma fuga no Estabelecimento Prisional de Alcoentre. Em 2018, quatro detentos conseguiram escapar da prisão da mesma forma, rompendo a grade da cela e escalando o muro. No entanto, todos foram recapturados pelas autoridades em menos de 24 horas.
A DGRSP já iniciou uma investigação interna para apurar as circunstâncias da fuga e tomar as medidas necessárias para evitar que situações como essa voltem a acontecer. Além disso, reforçou a segurança na prisão e está em contato com a polícia para auxiliar nas buscas pelos fugitivos.
É importante ressaltar que a fuga de detentos é um fato grave e que deve ser tratado com seriedade pelas autoridades. No entanto, é preciso lembrar que o sistema prisional enfrenta diversos desafios, como superlotação e falta de recursos, o que pode contribuir para a ocorrência de fugas.
Por isso, é fundamental que o Estado invista em políticas efetivas de ressocialização e reinserção social, para que os detentos tenham a oportunidade de se reintegrar à sociedade de forma digna e sem cometer novos crimes. Além disso, é necessário que sejam adotadas medidas para melhorar as condições das prisões e garantir a segurança tanto dos detentos quanto dos agentes penitenciários.
A fuga de dois detentos do Estabelecimento Prisional de Alcoentre é um fato lamentável, mas não pode ser usado para generalizar e estigmatizar todos os presos. Cada caso deve ser analisado individualmente e é preciso lembrar que toda pessoa tem o direito à ressocialização e a uma segunda chance.
Esperamos que os fugitivos sejam recapturados em breve e que as autoridades tomem as medidas necessárias para evitar que situações como essa se repitam. E, acima de tudo, que o sistema prisional seja reformulado para garantir a dignidade e a reintegração social dos detentos.

