Esta quinta-feira, 3 de julho, foi um dia triste para o futebol português e para todos aqueles que acompanhavam a carreira de Diogo Jota e do seu irmão, André Silva. Infelizmente, os dois jovens morreram num trágico acidente de viação, deixando um vazio enorme nas suas famílias e na comunidade desportiva.
Diogo Jota era uma das maiores promessas do futebol português. Com apenas 24 anos, já tinha conquistado o coração dos adeptos do Wolverhampton e ganhado um lugar na seleção nacional. O seu irmão mais novo, André Silva, de 20 anos, seguia os mesmos passos do irmão e estava a dar os primeiros passos na carreira de futebolista. A notícia da sua morte chocou tudo e todos, deixando os pais dos jovens, amigos e colegas em choque e de luto.
Nestas horas difíceis, é natural que surjam muitas questões sobre como lidar com a perda repentina de dois filhos tão jovens e cheios de vida. Para compreendermos melhor estas emoções e como ajudar aqueles que estão a passar por esta dor, o Lifestyle ao Minuto falou com a psicóloga Patrícia Câmara, presidente da Sociedade Portuguesa de Psicossomática.
Segundo a psicóloga, “a perda de um filho é algo que vai contra a ordem natural da vida”. É suposto os filhos sobreviverem aos pais, mas quando isso não acontece, é um golpe duro para todos os envolvidos. “A morte repentina de dois filhos prolonga ainda mais esta dor, pois as famílias ficam sem as luzes da sua vida”, acrescenta Patrícia Câmara.
No entanto, é importante salientar que cada pessoa lida com a morte de forma diferente. “Cada ser humano é único e tem a sua forma de lidar com as emoções. Nesta situação, não há um caminho certo ou errado, mas é preciso cuidar da saúde mental e emocional de todos os envolvidos”, explica a psicóloga.
Para aqueles que estão a passar por esta dor, Patrícia Câmara aconselha a “aceitar e permitir-se sentir todas as emoções que surgem”. O luto é um processo difícil e é natural que surjam sentimentos de revolta, tristeza, culpa e até mesmo raiva. É importante reconhecer e respeitar essas emoções, pois elas fazem parte do processo de cura.
Além disso, é fundamental que as famílias e amigos se apoiem uns aos outros. “Nestas situações, o apoio emocional é essencial. É importante que os familiares e amigos se unam e sejam uma fonte de suporte e conforto uns para os outros”, destaca a psicóloga.
Outro aspeto importante é cuidar da saúde física e mental. “A alimentação, a prática de exercício físico e o descanso são fundamentais para manter a saúde em dia. É importante também estar atento a possíveis sinais de depressão, ansiedade ou outros problemas de saúde mental”, destaca Patrícia Câmara.
E como devemos lidar com a dor de uma perda tão repentina? De acordo com a psicóloga, “o tempo é um aliado importante neste processo”. É necessário dar tempo ao tempo e permitir que o processo de luto se desenrole naturalmente. “Não há prazos ou limites para o luto, cada pessoa tem o seu tempo e forma de lidar com a perda”, salienta a especialista.
Nesta fase, é importante também encontrar formas de homenagear os jovens e manter a sua memória viva. “Cada pessoa deve encontrar a sua maneira de lembrar e honrar

