Os Museus do Vaticano estão mais uma vez no centro das atenções com a inauguração da última sala dedicada a um dos maiores nomes do Renascimento italiano: Rafael. Com essa adição, o projeto que vem sendo desenvolvido há uma década atingiu seu auge, proporcionando aos visitantes uma experiência única e enriquecedora. A diretora dos Museus, Barbara Jatta, destacou que esse feito não só celebra a grandiosidade de Rafael, mas também reescreve parte da história da arte.
Rafael Sanzio, conhecido simplesmente como Rafael, foi um dos mais importantes artistas do período renascentista, influenciando gerações de artistas com suas criações que combinavam perfeitamente técnica e beleza. A fama de suas obras, como A Escola de Atenas e A Transfiguração, ultrapassou os séculos, conquistando admiradores em todo o mundo e se tornando peças fundamentais da história da arte.
Com o objetivo de homenagear e celebrar a genialidade de Rafael, os Museus do Vaticano lançaram o projeto de restauração e reestruturação das salas dedicadas ao artista. A jornada de uma década para alcançar esse objetivo envolveu um árduo trabalho de profissionais, incluindo restauradores, arquitetos e curadores, que dedicaram tempo e esforço para trazer à tona a verdadeira essência das obras de Rafael.
Ao longo desse processo, descobertas incríveis foram feitas, permitindo que a compreensão sobre o trabalho de Rafael se aprofundasse ainda mais. Uma das mais significativas foi a identificação de um modelo desconhecido para a figura de São Mateus, na obra A Conversão de São Paulo, que foi encontrado em um estudo prévio de Rafael sobre a mesma figura. Essa descoberta, assim como outras, trouxe novas perspectivas e emocionou os especialistas envolvidos no projeto.
A última sala a ser inaugurada, intitulada “O Último Rafael”, culmina em grande estilo essa jornada de dez anos. Ela apresenta uma reconstrução virtual do penúltimo afresco de Rafael, “A Cremação do Corpo de Asineo”. Esse afresco foi perdido durante as reformas do Vaticano no século XVI, mas graças às tecnologias digitais, agora é possível ter uma ideia de como essa obra poderia ser apreciada em sua totalidade. O uso de projeções em alta definição, juntamente com outras técnicas de reconstrução, proporciona uma experiência imersiva e única, trazendo à vida a grandiosidade dessa criação perdida de Rafael.
Essa reconstrução virtual é apenas uma das muitas inovações tecnológicas presentes nessa última sala, que também conta com um sistema de iluminação que permite a apreciação das obras em diferentes níveis de luz, permitindo que detalhes antes não percebidos sejam evidenciados. Além disso, há uma estação interativa que possibilita aos visitantes observar os resultados das análises técnicas realizadas nas obras de Rafael, revelando informações valiosas sobre os materiais e técnicas utilizados pelo artista.
Com essa última sala, os Museus do Vaticano completam um feito notável que reforça a importância de Rafael para a arte e a cultura italiana. Através do esforço e dedicação dos profissionais envolvidos nesse projeto, o legado de Rafael é preservado e celebrado, permitindo que as gerações atuais e futuras possam apreciar a grandiosidade de suas obras.
A diretora dos Museus do Vaticano, Barbara Jatta, enfatizou que esse projeto não só homenageia Rafael, mas também reescreve parte da história da arte. Através das descobertas e inovações realizadas durante esse processo, a

