O cenário político dos Estados Unidos está cada vez mais agitado com a aproximação das eleições presidenciais de 2020. E uma das disputas mais acirradas é a da cidade de Nova Iorque, onde o atual prefeito, Bill de Blasio, não poderá concorrer novamente devido ao limite de mandatos. Com isso, a escolha do candidato democrata para disputar o cargo de chefe de Estado da cidade tem sido alvo de muitas discussões e polêmicas.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou sobre a escolha do democrata da ala progressista do partido para disputar as eleições de Nova Iorque. Para ele, a decisão foi “pisar o risco” e pode trazer consequências negativas para a cidade. Mas será que essa afirmação é realmente verdadeira?
Antes de tudo, é importante entender quem é o candidato em questão. Bill de Blasio, atual prefeito de Nova Iorque, é conhecido por suas políticas progressistas e por ser um crítico ferrenho de Trump. Ele foi eleito em 2013 com uma plataforma de combate à desigualdade social e tem trabalhado para implementar medidas que beneficiem as minorias e os mais pobres da cidade.
Porém, a escolha do candidato democrata para suceder De Blasio não foi tão simples. A disputa interna do partido foi acirrada e contou com nomes de peso, como a senadora Kirsten Gillibrand e o procurador-geral do estado, Letitia James. Mas foi o advogado e ativista Eric Adams que saiu vitorioso, com uma campanha focada em segurança pública e combate à violência armada.
A escolha de Adams como candidato democrata foi vista como uma surpresa por muitos, já que ele não era considerado um dos favoritos. Porém, sua trajetória de vida e sua atuação como policial e ativista pelos direitos civis conquistaram o apoio de importantes lideranças políticas e comunitárias.
Mas por que Trump considera a escolha de Adams como “pisar o risco”? A resposta pode estar nas diferenças ideológicas entre os dois candidatos. Enquanto De Blasio é conhecido por suas políticas progressistas, Adams é visto como um moderado, que busca um equilíbrio entre as diferentes correntes políticas.
Para Trump, a escolha de um candidato mais moderado pode ser vista como uma ameaça, já que ele tem uma base de apoio mais conservadora. Além disso, o presidente tem uma relação conturbada com a cidade de Nova Iorque, que é considerada um reduto democrata e tem sido alvo de críticas constantes por parte do atual prefeito.
No entanto, é importante ressaltar que a escolha de Adams como candidato democrata não significa que ele será um candidato alinhado com as políticas de Trump. Pelo contrário, o advogado já se posicionou contra diversas medidas do presidente, como a construção do muro na fronteira com o México e a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
Além disso, Adams tem uma visão mais pragmática e busca soluções para os problemas reais da cidade, como a violência armada e a desigualdade social. Ele também tem um histórico de diálogo e parceria com diferentes setores da sociedade, o que pode ser um diferencial em uma cidade tão diversa e complexa como Nova Iorque.
Portanto, a afirmação de Trump de que a escolha de Adams é “pisar o risco” não se sustenta. Pelo contrário, a decisão do partido democrata mostra que há espaço para diferentes correntes políticas e que a busca por um candidato que represente os interesses da cidade é mais importante do que seguir uma linha ideológica específica.
Com a escolha de Eric Adams como candidato democrata, a disputa pela prefeitura
