Dezenas de pessoas se reuniram hoje em Lisboa para protestar contra a “corrida ao armamento”, em um ato convocado pela central sindical CGTP e pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação. O protesto ocorreu no mesmo dia em que teve início a Cimeira da NATO em Haia, na Holanda.
Com faixas e cartazes, os manifestantes expressaram sua preocupação com o aumento dos gastos militares e a escalada de conflitos ao redor do mundo. O objetivo do protesto foi chamar a atenção para a importância da paz e da cooperação internacional, em contraponto à lógica da guerra e do armamentismo.
A manifestação foi pacífica e contou com a participação de representantes de diversos movimentos sociais, sindicais e estudantis. Entre os presentes, estavam também membros de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos e da paz.
Durante o ato, foram realizados discursos e performances artísticas que destacaram a necessidade de se investir em áreas como saúde, educação e cultura, ao invés de destinar recursos para a indústria bélica. Os manifestantes também reforçaram a importância de se promover o diálogo e a diplomacia como meios de resolução de conflitos.
A manifestação em Lisboa faz parte de uma série de protestos que ocorrem em diferentes países durante a Cimeira da NATO. O objetivo é denunciar a política de militarização e agressão promovida pela organização, que tem como principal objetivo a defesa dos interesses econômicos e políticos das grandes potências.
A escolha de Lisboa como sede do protesto não foi por acaso. Portugal é um dos países que mais tem aumentado seus gastos militares nos últimos anos, mesmo em meio a uma grave crise econômica e social. Isso tem gerado preocupação e indignação entre a população, que vê seus direitos sendo cada vez mais precarizados em detrimento dos interesses militares.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, uma das entidades organizadoras do protesto, tem se dedicado a promover a cultura da paz e a lutar contra a militarização em Portugal. A organização tem denunciado constantemente o aumento dos gastos militares e a participação do país em conflitos internacionais, como a guerra no Afeganistão.
A CGTP, maior central sindical portuguesa, também tem se posicionado contra a política de armamentismo e a favor de investimentos em áreas sociais. A entidade defende que o dinheiro destinado para a indústria bélica poderia ser utilizado para melhorar a qualidade de vida da população e promover o desenvolvimento do país.
O protesto em Lisboa foi mais uma demonstração de que a sociedade civil está atenta e disposta a lutar por um mundo mais justo e pacífico. A união de diferentes segmentos da sociedade em torno dessa causa é fundamental para pressionar os governos e as organizações internacionais a repensarem suas políticas de segurança e defesa.
É preciso lembrar que a corrida armamentista não traz benefícios para a população, pelo contrário, só gera mais violência e sofrimento. É necessário investir em políticas de paz e cooperação, que promovam o diálogo e a resolução pacífica de conflitos.
Portanto, o protesto realizado hoje em Lisboa é um importante passo na luta pela paz e pela justiça social. A sociedade civil está unida e determinada a combater a lógica da guerra e a construir um mundo mais fraterno e solidário. Que esse ato seja apenas o início de uma mobilização cada vez maior em prol da paz e da cooperação entre os povos.

