A cidade do Porto é conhecida por sua vida noturna agitada, com uma grande variedade de bares e discotecas que atraem pessoas de todas as idades. No entanto, esse ambiente festivo também traz consigo alguns problemas, como o fenômeno do “botellon”. Para combater essa prática, o presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto, afirmou que o novo regulamento com sanções mais pesadas pode ser uma solução, mas não resolverá completamente o problema.
O “botellon” é uma prática comum em que jovens se reúnem em locais públicos, principalmente nas ruas, para consumir bebidas alcoólicas adquiridas em supermercados ou lojas de conveniência. Além de causar perturbações à ordem pública, essa atividade também aumenta o risco de acidentes e a poluição nas ruas.
Visando combater esse fenômeno, o novo regulamento da Movida no Porto estabelece sanções mais pesadas para os estabelecimentos comerciais que vendem bebidas a menores de 18 anos e para os consumidores que as consomem em locais públicos. De acordo com o presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto, essa medida é bem-vinda, mas não resolverá o problema completamente.
Segundo ele, a proibição de vender bebidas alcoólicas a menores de 18 anos é um passo importante, mas que não garante o fim do “botellon”. Afinal, muitos jovens ainda conseguem obter álcool através de outras formas, como a compra de bebidas por maiores de idade ou até mesmo a sua própria produção caseira.
Além disso, o presidente afirma que mesmo com as sanções mais pesadas, a fiscalização ainda é um desafio. “Não podemos contar apenas com a ação da polícia, é necessário que a responsabilidade também seja compartilhada entre os próprios estabelecimentos e os pais dos jovens”, enfatiza.
Ele também sugere que ações de conscientização e educação sobre o consumo responsável de álcool sejam incentivadas, tanto por parte dos estabelecimentos comerciais quanto das autoridades. “É preciso alertar os jovens sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e incentivá-los a se divertirem de forma saudável e segura”, afirma o presidente.
O novo regulamento também prevê uma maior fiscalização em relação à publicidade de bebidas alcoólicas, proibindo a sua divulgação em locais de grande circulação de menores, como escolas e parques. Para o presidente, essa medida é positiva, mas é necessário ir além, criando campanhas de conscientização sobre o perigo do consumo excessivo de álcool e seus efeitos nocivos à saúde.
Apesar dos desafios apresentados, o presidente enxerga a nova regulamentação como um passo importante para combater o “botellon” e promover uma vida noturna mais segura e saudável na cidade do Porto. “É necessário um esforço conjunto de todos para que possamos garantir uma movida que seja uma experiência positiva para todos, sem prejudicar a tranquilidade da cidade”, conclui.
É evidente que o fenômeno do “botellon” não pode ser resolvido apenas com medidas punitivas, mas sim com uma atuação ampla e integrada de diversos setores da sociedade. A educação e conscientização sobre o consumo responsável de álcool, o fortalecimento da fiscalização e a criação de espaços seguros e atraentes para a juventude são alguns dos caminhos possíveis para enfrentar esse desafio.
A cidade do Porto é um lugar único, com um ambiente festivo e acolhedor que encanta moradores e turistas. Portanto, é fundamental que todos se empenhem em preservar essa ident

