O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, fez um apelo nesta terça-feira (16) à união das forças políticas da Assembleia Municipal no combate à insegurança e violência na cidade. Durante a sessão plenária, o tema foi debatido e gerou opiniões divergentes, com o partido Chega responsabilizando a imigração e o partido BE repudiando a equiparação da extrema-direita com a extrema-esquerda.
Medina destacou a importância da colaboração entre todos os partidos políticos para enfrentar os desafios relacionados à segurança pública em Lisboa. Ele ressaltou que a cidade tem enfrentado um aumento na criminalidade, principalmente nos bairros mais vulneráveis, e que é preciso agir de forma conjunta para garantir a tranquilidade e bem-estar dos cidadãos.
O presidente da Câmara também enfatizou que a segurança é uma responsabilidade de todos e que é necessário um esforço conjunto para encontrar soluções efetivas. Ele afirmou que a cidade tem investido em medidas de prevenção e combate à violência, como a instalação de câmeras de vigilância e a criação de programas sociais para jovens em situação de risco.
No entanto, o debate na Assembleia Municipal foi marcado por opiniões divergentes. O partido Chega, representado pelo deputado André Ventura, atribuiu a responsabilidade pela insegurança à imigração. Ele defendeu que a entrada de estrangeiros no país tem contribuído para o aumento da criminalidade e que é preciso controlar a entrada de imigrantes em Portugal.
Por outro lado, o partido BE, representado pela deputada Isabel Pires, repudiou a equiparação da extrema-direita com a extrema-esquerda feita pelo Chega. Ela afirmou que a violência não tem nacionalidade e que é necessário combater a discriminação e o discurso de ódio, que contribuem para a disseminação da violência.
O presidente da Câmara de Lisboa reforçou que é preciso combater a violência em todas as suas formas, seja ela praticada por imigrantes ou por portugueses. Ele ressaltou que a cidade é acolhedora e que a imigração é uma realidade que deve ser tratada com respeito e humanidade.
Medina também destacou a importância de investir em políticas sociais e de integração para combater a violência. Ele afirmou que a exclusão social é um fator que contribui para a criminalidade e que é preciso garantir oportunidades para todos os cidadãos, independentemente de sua origem.
O debate na Assembleia Municipal de Lisboa mostrou a importância de uma atuação conjunta e responsável no combate à violência e insegurança na cidade. É necessário que os partidos políticos deixem suas diferenças de lado e trabalhem juntos em prol do bem-estar da população.
Além disso, é fundamental que a sociedade também se envolva nessa luta. É preciso denunciar casos de violência e discriminação, além de apoiar iniciativas que promovam a paz e a convivência pacífica entre todos os cidadãos.
A cidade de Lisboa tem enfrentado desafios no que diz respeito à segurança pública, mas com união e esforço conjunto, é possível superá-los. É preciso lembrar que a violência não tem nacionalidade, cor ou partido político, e que todos têm o dever de contribuir para uma cidade mais segura e acolhedora para todos.
