Três organizações não-governamentais (ONG) estão pedindo à Comissão Europeia que reavalie a decisão de classificar a mina de lítio a céu aberto, localizada em Boticas, como um projeto estratégico. Segundo as ONGs, a Comissão não avaliou corretamente os riscos ambientais e sociais envolvidos na exploração do lítio na região.
A mina de lítio em Boticas é um projeto que tem gerado muita controvérsia desde que foi anunciado. A empresa responsável pelo projeto, a Savannah Resources, afirma que a mina será uma importante fonte de lítio para a Europa, que é um componente essencial para a produção de baterias de carros elétricos e outros dispositivos eletrônicos. No entanto, as ONGs alegam que a exploração do lítio a céu aberto trará graves consequências para o meio ambiente e para as comunidades locais.
As três ONGs – Quercus, GEOTA e Zero – enviaram uma carta à Comissão Europeia, solicitando que a decisão de classificar a mina de lítio como um projeto estratégico seja revista. Segundo as organizações, a avaliação de impacto ambiental realizada pela empresa não foi suficiente para avaliar os riscos e impactos que a mina pode trazer para a região.
Uma das principais preocupações das ONGs é o impacto ambiental da mina de lítio. A exploração a céu aberto pode causar danos irreversíveis à paisagem e à biodiversidade local. Além disso, a mina pode afetar os recursos hídricos da região, já que a extração do lítio requer grandes quantidades de água. As ONGs também alertam para o risco de contaminação do solo e da água por produtos químicos utilizados no processo de extração.
Outra preocupação é o impacto social da mina. A região de Boticas é conhecida por sua riqueza natural e cultural, com uma forte presença de agricultura e turismo. A exploração do lítio pode afetar negativamente essas atividades econômicas, além de causar deslocamento de comunidades locais e conflitos com populações indígenas.
As ONGs também questionam a necessidade de classificar a mina de lítio como um projeto estratégico. Segundo elas, a Europa já possui outras fontes de lítio e a exploração em Boticas não é essencial para suprir a demanda do continente. Além disso, a classificação de projeto estratégico permite que a empresa responsável tenha acesso a financiamentos e benefícios fiscais, o que pode incentivar a exploração sem uma avaliação adequada dos impactos ambientais e sociais.
Diante dessas preocupações, as ONGs pedem que a Comissão Europeia reavalie a decisão de classificar a mina de lítio como um projeto estratégico e exija uma avaliação mais rigorosa dos impactos ambientais e sociais. As organizações também solicitam que a população local seja consultada e tenha voz nas decisões sobre a exploração do lítio em Boticas.
A carta enviada pelas ONGs à Comissão Europeia também foi assinada por outras organizações e movimentos sociais, demonstrando a preocupação e o apoio da sociedade civil em relação ao assunto. A decisão da Comissão sobre a mina de lítio em Boticas terá um impacto significativo não apenas na região, mas também no futuro da produção de energia limpa na Europa.
É importante que a Comissão Europeia leve em consideração as preocupações das ONGs e da população local antes de tomar uma decisão final sobre a mina de

