O mundo da fotografia perdeu hoje um dos seus grandes nomes. O renomado fotojornalista Eduardo Gageiro faleceu aos 90 anos, em Lisboa, deixando um legado de imagens que retratam a história e a cultura de Portugal. Sua morte foi anunciada pela família e amigos próximos, que lamentam a partida de um homem talentoso e dedicado à sua arte.
Gageiro nasceu em Sacavém, em 1935, e desde cedo mostrou interesse pela fotografia. Aos 16 anos, começou a trabalhar como assistente de estúdio e, aos 20, já era fotógrafo profissional. Ao longo de sua carreira, colaborou com diversos jornais e revistas, como o Diário de Notícias, O Século, O Jornal e a revista Visão. Seu trabalho também foi reconhecido internacionalmente, tendo sido publicado em veículos como o New York Times, Paris Match e Stern.
Mas foi através do fotojornalismo que Gageiro se destacou. Suas fotografias capturavam momentos marcantes da história de Portugal, como a Revolução dos Cravos, em 1974, e a visita do Papa João Paulo II ao país, em 1982. Além disso, ele também registrou a vida cotidiana dos portugueses, suas tradições e costumes, deixando um importante registro para as gerações futuras.
Sua paixão pela fotografia era evidente em cada imagem que produzia. Gageiro tinha um olhar único e sensível, que conseguia transmitir emoção e contar histórias através de suas fotografias. Seu trabalho era reconhecido pela técnica impecável e pela capacidade de capturar a essência de cada momento.
O velório do fotógrafo será realizado na quinta-feira, a partir das 18h00, na Academia Recreativa Musical de Sacavém, cidade onde ele nasceu e viveu grande parte de sua vida. A escolha do local não poderia ser mais simbólica, já que Gageiro sempre foi um grande defensor da cultura e das tradições de sua terra natal.
A notícia da morte de Eduardo Gageiro deixou o mundo da fotografia em luto. Colegas e admiradores do trabalho do fotógrafo prestam homenagens e destacam sua importância para a arte e para a história de Portugal. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também lamentou a perda e destacou a contribuição de Gageiro para a memória coletiva do país.
Mas, mais do que um grande fotógrafo, Eduardo Gageiro era um homem querido por todos que o conheciam. Sua humildade, generosidade e simpatia conquistavam a todos que cruzavam seu caminho. Ele deixa um legado não apenas na fotografia, mas também como ser humano.
Sua partida deixa um vazio no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e de apreciar seu trabalho. Mas suas fotografias continuarão a contar a história de Portugal e a emocionar gerações futuras. Eduardo Gageiro deixa um legado que jamais será esquecido e sua memória será sempre lembrada com carinho e admiração.
Que seu exemplo de dedicação e talento inspire novos fotógrafos e que sua obra continue a ser apreciada e valorizada. O velório de Eduardo Gageiro será uma oportunidade para amigos, familiares e admiradores se despedirem e prestarem suas últimas homenagens a esse grande homem que deixou sua marca na história da fotografia portuguesa. Descanse em paz, Eduardo Gageiro. Seu legado viverá para sempre.

