O tabaco é uma das substâncias mais consumidas em todo o mundo, seja em forma de cigarro, charuto ou narguilé. Apesar de ser um produto legalizado e amplamente comercializado, uma parcela significativa do tabaco vendido no Brasil tem origem ilícita. De acordo com um estudo recente realizado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), 43% do total de tabaco vendido no país é de origem ilegal.
No entanto, o que chama a atenção é que o estado do Maranhão lidera nesse quesito, com 70% de sua mercadoria de tabaco sendo ilegal. Esse dado preocupa não só as autoridades, mas também os consumidores e a indústria do tabaco, pois a comercialização de produtos ilegais traz consequências graves para a sociedade como um todo.
Mas afinal, o que é considerado tabaco de origem ilícita? Segundo o ETCO, são produtos que não possuem registro na Receita Federal e, portanto, não pagam os impostos devidos. Além disso, muitas vezes esses produtos são contrabandeados de outros países, o que também é ilegal. Ou seja, além de prejudicar a arrecadação de impostos, o comércio de tabaco ilegal também fomenta atividades criminosas.
Mas por que o estado do Maranhão lidera nesse cenário? Uma das principais razões é a sua localização geográfica, que facilita o contrabando de produtos vindos de outros países, como Paraguai e Bolívia. Além disso, a falta de fiscalização e a corrupção também contribuem para que o mercado ilegal de tabaco se mantenha ativo no estado.
No entanto, é importante ressaltar que o comércio de tabaco ilegal não traz benefícios para ninguém, nem mesmo para os consumidores. Estudos mostram que esses produtos possuem uma qualidade duvidosa, com alto teor de substâncias tóxicas e até mesmo de produtos químicos que podem ser prejudiciais à saúde. Além disso, a falta de controle na produção e comercialização desses produtos pode favorecer o acesso de menores de idade ao tabaco.
Outro ponto a ser destacado é o impacto econômico que o comércio ilegal de tabaco causa. Além da perda de arrecadação de impostos, a indústria do tabaco também é afetada, pois tem que competir com produtos ilegais que são vendidos a preços mais baixos. Isso prejudica o crescimento do setor e pode até mesmo gerar desemprego.
Diante desse cenário, é fundamental que medidas sejam tomadas para combater o comércio ilegal de tabaco no estado do Maranhão e em todo o país. O governo deve intensificar a fiscalização nas fronteiras e a Receita Federal deve atuar de forma mais efetiva no combate ao contrabando. Além disso, é importante que a população também faça a sua parte, evitando comprar produtos ilegais e denunciando qualquer atividade suspeita.
A conscientização da sociedade também é fundamental para combater esse problema. É preciso que as pessoas entendam que a compra de produtos ilegais não é apenas uma questão de preço, mas sim uma questão de saúde e de responsabilidade social. Além disso, é importante destacar que o comércio ilegal de tabaco prejudica o desenvolvimento do estado e do país como um todo.
É preciso que todos se unam em prol de um mercado de tabaco legalizado e regulamentado. Somente assim será possível garantir a qualidade dos produtos, o cumprimento das leis e a proteção da saúde da população. Além disso, a arrecadação de impostos também é fundamental para a realização de investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública.

