As organizações ambientalistas Zero e Oikos fizeram um apelo urgente aos países para que assumam compromissos reais e deixem de lado a retórica vazia na terceira Conferência do Oceano das Nações Unidas (UNOC3), que acontecerá na próxima semana em Nice, França. Com o tema “Oceano: fonte de vida”, a conferência reunirá líderes mundiais para discutir medidas concretas de proteção e preservação dos oceanos, que têm um papel fundamental na saúde do nosso planeta.
Nos últimos anos, temos sido bombardeados com notícias preocupantes sobre o estado dos oceanos. Desde a poluição por plásticos até o aumento da temperatura da água, os impactos negativos causados pelas atividades humanas são evidentes. E é por isso que chegou a hora de agir de forma decisiva e efetiva. Não podemos mais nos contentar com promessas vazias e ações lentas e ineficazes.
Por isso, as organizações Zero e Oikos estão pedindo aos países que assumam compromissos concretos e reais durante a UNOC3. Esses compromissos devem incluir medidas práticas e metas claras, que possam ser monitoradas e cobradas pela sociedade civil. Não queremos mais declarações bonitas e sem ação. Queremos ver mudanças reais no modo como tratamos os oceanos.
Uma das principais preocupações das organizações é a proteção dos ecossistemas marinhos. Os oceanos abrigam uma incrível biodiversidade, que está sob ameaça constante devido à pesca predatória, destruição dos recifes de coral e mudanças climáticas. A preservação desses ecossistemas é crucial para a manutenção do equilíbrio ambiental e também para a sobrevivência de espécies marinhas, muitas das quais são fundamentais para a subsistência de comunidades costeiras.
Além disso, as associações Zero e Oikos estão pedindo a implementação de políticas efetivas de combate à poluição marinha. Estima-se que mais de 80% do lixo nos oceanos sejam plásticos, causando sérios danos à vida marinha e contaminando diversos ecossistemas. É preciso tomar medidas urgentes para reduzir o uso de plásticos descartáveis e promover a reciclagem e o reaproveitamento desses materiais.
Outra preocupação é a pesca ilegal e a falta de regulamentação do mercado de frutos do mar. A pesca predatória e a falta de controle sobre as capturas têm causado um desequilíbrio na cadeia alimentar marinha e ameaçado a sustentabilidade das atividades pesqueiras. As organizações Zero e Oikos exigem que os países estabeleçam medidas de controle e fiscalização mais rigorosas e que sejam tomadas ações concretas para reduzir a pesca ilegal.
Além de medidas de proteção, é necessário também abordar a questão das mudanças climáticas e o impacto dessas na saúde dos oceanos. Com o aumento da temperatura da água, os recifes de corais estão sofrendo branqueamento em massa, podendo resultar em sua morte. Isso não apenas afeta a biodiversidade marinha, mas também tem consequências econômicas para países que dependem do turismo de mergulho e da pesca. É fundamental que os governos assumam um compromisso sério para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e adotem medidas de adaptação às mudanças climáticas.
As organizações Zero e Oikos também ressaltam a importância da participação da sociedade civil e da inclusão de comunidades locais nas discussões e tomadas de decisão sobre os oceanos. Afinal,

