A busca pela “cara-metade” é um tema recorrente em nossa sociedade. Desde cedo, somos ensinados a acreditar que a felicidade plena só pode ser alcançada quando encontramos a pessoa perfeita para compartilhar nossas vidas. No entanto, a autora de best-seller, Elizabeth Gilbert, nos convida a questionar esse mito e a encontrar a riqueza na sensação de vazio.
Em seu livro “Comer, Rezar, Amar”, Gilbert compartilha sua jornada de autoconhecimento e descoberta após um divórcio doloroso. Em uma entrevista recente, ela afirmou que ainda vemos muitas pessoas sofrendo por acreditarem que precisam encontrar sua “cara-metade” para serem felizes. No entanto, ela acredita que essa busca incessante pode ser prejudicial e nos impede de encontrar a verdadeira felicidade dentro de nós mesmos.
Segundo Gilbert, a ideia de que precisamos de outra pessoa para nos completar é um mito que nos foi imposto pela sociedade. Desde cedo, somos bombardeados com histórias de amor romântico e a ideia de que só seremos felizes quando encontrarmos nossa alma gêmea. No entanto, essa crença pode nos levar a relacionamentos tóxicos e a uma constante sensação de vazio quando não encontramos essa pessoa perfeita.
A autora também ressalta que a busca pela “cara-metade” pode nos impedir de nos conhecermos verdadeiramente. Muitas vezes, nos perdemos em relacionamentos e nos moldamos para agradar ao outro, deixando de lado nossos próprios desejos e sonhos. E quando o relacionamento acaba, nos vemos perdidos e sem saber quem realmente somos.
Mas, segundo Gilbert, há uma riqueza na sensação de vazio. Ela nos convida a abraçar esse sentimento e a usá-lo como uma oportunidade para nos reconectarmos com nós mesmos. Quando nos permitimos ficar sozinhos, podemos descobrir nossos verdadeiros desejos e necessidades, sem a influência de outra pessoa. E é nesse momento que podemos encontrar a verdadeira felicidade e plenitude.
Além disso, a autora também enfatiza a importância de nos amarmos antes de amar outra pessoa. Quando nos amamos e nos aceitamos, não precisamos de outra pessoa para nos completar. Podemos ter relacionamentos saudáveis e equilibrados, onde duas pessoas inteiras se unem para compartilhar suas vidas, em vez de depender uma da outra para serem felizes.
Gilbert também nos lembra que a vida é uma jornada de constante evolução e mudança. Não somos as mesmas pessoas que éramos há alguns anos e, portanto, nossos desejos e necessidades também podem mudar. Por isso, é importante nos permitirmos estar abertos a novas experiências e a novas pessoas em nossas vidas, sem a pressão de encontrar nossa “cara-metade”.
Em resumo, a autora de best-seller Elizabeth Gilbert nos convida a questionar o mito da “cara-metade” e a encontrar a riqueza na sensação de vazio. Ao invés de buscar a felicidade em outra pessoa, devemos nos permitir ficar sozinhos e nos conhecer verdadeiramente. Quando nos amamos e nos aceitamos, podemos ter relacionamentos saudáveis e equilibrados, e encontrar a verdadeira felicidade dentro de nós mesmos. A vida é uma jornada de constante evolução e devemos nos permitir estar abertos a novas experiências, sem a pressão de encontrar nossa “cara-metade”.

