Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, tem sido uma figura controversa desde o início de sua carreira política. Durante seu mandato na Casa Branca, ele se envolveu em diversas polêmicas e tomou decisões que dividiram opiniões. Uma dessas decisões foi a indicação de Jerome Powell para o cargo de presidente do Federal Reserve, o banco central americano. Desde então, Trump tem criticado repetidamente Powell e expressado seu desejo de vê-lo afastado do cargo.
Powell foi indicado por Trump para o cargo de presidente do Federal Reserve em 2017, durante seu primeiro mandato na Casa Branca. Na época, a escolha foi bem recebida pelo mercado financeiro e pelos analistas econômicos, que viam Powell como um nome moderado e experiente. Ele foi confirmado pelo Senado e assumiu o cargo em fevereiro de 2018.
No entanto, a relação entre Trump e Powell começou a se deteriorar rapidamente. O ex-presidente, conhecido por suas declarações polêmicas e imprevisíveis, não poupou críticas ao presidente do Fed. Ele o acusou de ser muito “hawkish” (favorável a políticas monetárias mais restritivas) e de estar prejudicando o crescimento econômico do país.
Em uma entrevista à CNBC em julho de 2018, Trump afirmou que não estava “entusiasmado” com as decisões de Powell e que o Fed estava cometendo um “erro” ao elevar as taxas de juros. Ele também disse que o banco central deveria estar ajudando a economia, e não atrapalhando. Essas declarações foram vistas como uma interferência política no trabalho do Federal Reserve, que é uma instituição independente.
As críticas de Trump a Powell se intensificaram ao longo de 2019, quando o Fed continuou a elevar as taxas de juros. O ex-presidente chegou a afirmar que o banco central estava “louco” e que suas decisões estavam prejudicando a economia americana. Ele também sugeriu que o Fed deveria cortar as taxas de juros para estimular o crescimento.
Em agosto de 2019, Trump anunciou que iria nomear dois novos membros para o conselho do Federal Reserve, Judy Shelton e Christopher Waller. Ambos eram conhecidos por suas visões mais alinhadas com as de Trump e poderiam influenciar as decisões do banco central. No entanto, a nomeação de Shelton foi rejeitada pelo Senado em fevereiro de 2021, após enfrentar resistência de alguns senadores republicanos.
Com a chegada da pandemia de Covid-19, o Federal Reserve tomou medidas agressivas para apoiar a economia americana. O banco central cortou as taxas de juros para quase zero e implementou programas de compra de títulos e empréstimos para empresas e governos locais. Essas ações foram elogiadas por muitos economistas e ajudaram a evitar uma crise ainda maior.
No entanto, Trump continuou a criticar Powell e o Fed, afirmando que o banco central deveria estar fazendo mais para estimular a economia. Ele também expressou seu desejo de ver Powell afastado do cargo, mesmo após sua reeleição em novembro de 2020. O ex-presidente chegou a afirmar que, se tivesse sido reeleito, teria demitido Powell.
Com a posse de Joe Biden em janeiro de 2021, Powell foi reconduzido para um segundo mandato como presidente do Federal Reserve. Biden, que já havia elogiado o trabalho de Powell durante a pandemia, afirmou que ele era a pessoa certa para liderar o banco central neste momento desafiador.
Apesar das críticas de Trump, Powell é amplamente respeitado pelos analistas econômicos e pelo mercado financeiro. Ele é visto como um líder competente e experiente, que tomou medidas importantes

