O Livre, partido político português fundado em 2014, conquistou dois deputados nas eleições legislativas de 2021. Apesar de não ter duplicado o seu grupo parlamentar e de não ter ultrapassado a Iniciativa Liberal (IL), o resultado foi histórico para o partido que, pela primeira vez, conseguiu eleger representantes para a Assembleia da República.
No entanto, apesar desta conquista, os sonhos por concretizar não foram sequer mencionados pelo líder do partido, Rui Tavares, que preferiu culpar a restante esquerda pelo candidato e prometer “combater a extrema-direita do ódio e do medo”. Esta postura de Tavares levantou algumas críticas e questionamentos sobre o futuro do Livre e a sua capacidade de se afirmar como uma força política relevante em Portugal.
É inegável que a eleição de dois deputados é um marco importante para o Livre. O partido, que nasceu da luta pela igualdade e pelos direitos humanos, tem vindo a crescer e a ganhar espaço na política portuguesa. No entanto, é preciso reconhecer que o resultado ficou aquém das expectativas e dos objetivos traçados pelo partido.
A IL, que também elegeu dois deputados, conseguiu ultrapassar o Livre em número de votos e, consequentemente, em representação parlamentar. Este facto levanta questões sobre a estratégia adotada pelo Livre e sobre a sua capacidade de se afirmar como uma alternativa à direita liberal.
Além disso, a postura de Rui Tavares após as eleições também gerou alguma controvérsia. Ao invés de celebrar a conquista dos dois deputados e de agradecer aos eleitores, o líder do Livre preferiu culpar a restante esquerda pelo candidato e prometer combater a extrema-direita. Esta atitude pode ser interpretada como uma tentativa de desviar as atenções do resultado menos positivo e de criar uma narrativa de confronto com a esquerda.
No entanto, é importante lembrar que o Livre é um partido jovem e em crescimento. A sua presença no parlamento é uma conquista significativa e que deve ser valorizada. Além disso, o partido tem vindo a crescer em termos de militância e de apoio popular, o que demonstra que há espaço para uma força política que defenda os valores da igualdade e dos direitos humanos.
É também importante destacar que o Livre tem um programa político sólido e propostas concretas para enfrentar os desafios do país. O partido defende, entre outras medidas, a criação de um rendimento básico incondicional, a luta contra a precariedade laboral e a defesa dos direitos das minorias. Estas são questões fundamentais e que merecem ser debatidas e implementadas no parlamento.
Por isso, é essencial que o Livre aproveite esta oportunidade para se afirmar como uma força política relevante e com capacidade de influenciar as decisões políticas em Portugal. É necessário que o partido se mantenha fiel aos seus valores e que continue a trabalhar para conquistar mais apoio e representação.
Além disso, é importante que o Livre não se deixe levar por discursos de confronto e de polarização. A política deve ser feita com diálogo e respeito pelas diferenças, e não com ataques e acusações infundadas. É preciso que o partido se mantenha fiel à sua essência e que continue a lutar pelos seus ideais de forma construtiva e pacífica.
Em suma, a eleição de dois deputados foi um marco importante para o Livre, mas é preciso que o partido continue a trabalhar para se afirmar como uma força política

