No dia 21 de junho, um apagão atingiu grande parte do país, deixando milhões de pessoas sem energia elétrica por várias horas. O incidente causou transtornos e preocupação para a população, além de gerar uma série de declarações por parte do Executivo.
No entanto, o professor e especialista em gestão de crises, Rui Lázaro, acredita que o Executivo foi “claramente excessivo” em suas declarações no dia seguinte ao apagão. Em entrevista à imprensa, Lázaro afirmou que o tom utilizado pelo governo não foi adequado para a situação e pode ter gerado ainda mais preocupação e insegurança na população.
Segundo Lázaro, em momentos de crise, é importante que as autoridades sejam transparentes e forneçam informações precisas e confiáveis à população. No entanto, o tom alarmista e exagerado utilizado pelo Executivo pode ter causado um efeito contrário, gerando pânico e desconfiança na população.
O especialista ressaltou que, apesar de ser um incidente grave, o apagão não foi uma situação de extrema emergência, como um desastre natural ou um ataque terrorista. Portanto, as declarações do Executivo deveriam ter sido mais ponderadas e tranquilizadoras, transmitindo confiança e segurança para a população.
Além disso, Lázaro também criticou a falta de um plano de contingência por parte do governo. Segundo ele, em casos como esse, é fundamental que as autoridades tenham um plano de ação bem definido e estejam preparadas para lidar com a situação de forma eficiente e rápida. No entanto, o que se viu foi um despreparo e uma falta de comunicação entre os órgãos responsáveis.
O professor também destacou que, em momentos de crise, é importante que as autoridades trabalhem em conjunto com a imprensa, fornecendo informações precisas e atualizadas para a população. No entanto, o que se viu foi uma série de declarações contraditórias e desencontradas, o que só aumentou a sensação de caos e insegurança.
Apesar das críticas, Lázaro ressaltou que é preciso reconhecer os esforços do governo em restabelecer a energia elétrica o mais rápido possível. No entanto, é necessário que as autoridades aprendam com essa situação e estejam mais preparadas para lidar com possíveis crises no futuro.
Por fim, o especialista fez um apelo para que o Executivo reveja sua postura em momentos de crise e adote uma comunicação mais transparente e eficiente. Além disso, é fundamental que sejam criados planos de contingência para lidar com situações de emergência, garantindo a segurança e tranquilidade da população.
Em resumo, Rui Lázaro considera que as declarações do Executivo no dia seguinte ao apagão foram “claramente excessivas” e que é preciso uma mudança de postura por parte das autoridades em momentos de crise. A transparência, a comunicação eficiente e o planejamento são fundamentais para garantir a segurança e a confiança da população em situações como essa.

