No dia 2 de abril de 2005, o mundo foi tomado por uma notícia triste e surpreendente: o falecimento do Papa João Paulo II. Após uma longa luta contra o Parkinson, o líder maior da Igreja Católica deixava esse mundo, deixando um legado de amor, paz e fé. Com seu carisma e simplicidade, conquistou a admiração de milhões de pessoas ao redor do mundo e se tornou um dos Papas mais queridos da história.
Mas, o que aconteceu após a sua morte? Como foram tomadas as medidas protocolares e como a Igreja se preparou para dar continuidade ao seu legado?
Logo após a confirmação do falecimento do Papa João Paulo II, os apartamentos papais localizados no Palácio Pontifício, residência oficial dos Papas, e na Casa Santa Marta, onde o Pontífice costumava se hospedar, foram lacrados e selados com o brasão papal. Era o início de um processo burocrático que precede o funeral e a eleição do novo Papa.
De acordo com a tradição católica, após o falecimento de um Papa, é necessário que um médico presente no momento da morte emita um atestado de óbito. Esse documento é lido em latim na presença de todos os cardeais presentes no Vaticano, que confirmam a veracidade do mesmo. No caso do Papa João Paulo II, o atestado de óbito foi lido às 19h00 (hora de Lisboa), cerca de sete horas após o seu falecimento.
Além do atestado de óbito, também é necessário que se faça uma autópsia para garantir que a morte foi natural. No caso do Papa João Paulo II, não foi realizada a autópsia, pois ele já sofria de doenças crônicas que justificavam o seu falecimento.
Em seguida, é preparado o corpo do Papa para ser velado. O processo de embalsamamento é realizado por um grupo de peritos, chamados de mestres das cerimônias pontifícias, que seguem um ritual milenar. O corpo é lavado e vestido com paramentos papais, além de ser colocado em um caixão de madeira com o brasão papal e uma cruz.
O velório é realizado em uma câmara reservada chamada de “sala Clementina”, localizada no Palácio Apostólico. É nessa sala que os cardeais e outras autoridades católicas podem se despedir do Papa e prestar suas homenagens. A câmara fica aberta por cerca de dois ou três dias, dependendo das circunstâncias, e é um momento de grande emoção e comoção para os fiéis.
Após o velório, é realizada a procissão do corpo até a Basílica de São Pedro, onde acontecerá o funeral. O corpo do Papa é levado em cortejo pelas ruas do Vaticano, acompanhado por milhares de fiéis que querem se despedir de seu líder espiritual. Na Basílica, é celebrada a Missa de Réquiem, que é uma missa especial celebrada em lembrança do falecido.
Após o funeral, o corpo do Papa é sepultado em uma cripta localizada abaixo da Basílica de São Pedro, onde estão enterrados também outros Papas. No caso do Papa João Paulo II, o seu túmulo se tornou um dos locais mais visitados por peregrinos de todo o mundo, que desejam prestar suas homenagens e rezar por sua alma.
Com a morte de um Papa, também é necessário dar início ao processo de eleição de um novo líder para a Igreja Católica. Esse processo é chamado de Conclave e é realizado pelos cardeais que compõem o Colégio Cardinalício