Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE) fez uma descoberta surpreendente que pode nos ajudar a entender melhor a evolução do universo. Eles encontraram uma galáxia espiral, semelhante à Via Láctea, que já possuía essa estrutura altamente desenvolvida em um momento relativamente próximo ao Big Bang, o evento que deu origem ao universo como o conhecemos hoje.
Essa descoberta foi possível graças ao trabalho de uma equipe internacional de astrônomos, liderada pelo professor Daniel Schaerer, do Departamento de Astronomia da UNIGE. Eles utilizaram o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) para observar essa galáxia, chamada “SPT0418-47”, localizada a 12 bilhões de anos-luz da Terra.
O que torna essa descoberta tão especial é o fato de que essa galáxia já possuía uma estrutura espiral tão evoluída em uma época tão precoce do universo. Segundo os pesquisadores, isso desafia as teorias atuais sobre a formação e evolução das galáxias, que sugerem que a estrutura em espiral se desenvolve ao longo de bilhões de anos.
“Essa galáxia é a mais distante e a mais próxima da Via Láctea que já encontramos com uma estrutura espiral tão bem definida”, explica o professor Schaerer. “Isso nos permite estudar a evolução das galáxias espirais desde os estágios iniciais do universo.”
A Via Láctea é uma galáxia espiral, composta por um disco de estrelas, gás e poeira, e um bojo central. Essa estrutura é considerada um “sinal de maturidade” em uma galáxia, pois é o resultado de um longo processo de evolução. Porém, a SPT0418-47 já possuía essa estrutura quando o universo tinha apenas 1,4 bilhão de anos, o que representa apenas 10% da idade atual do universo.
Os astrônomos conseguiram identificar a estrutura espiral da SPT0418-47 graças a um fenômeno conhecido como lente gravitacional. Essa galáxia está localizada atrás de um aglomerado de galáxias, que atua como uma lente, ampliando e distorcendo a luz emitida pela galáxia distante. Isso permitiu que os pesquisadores observassem detalhes minuciosos da sua estrutura.
Além da estrutura em espiral, os pesquisadores também conseguiram detectar a presença de um disco giratório de gás e poeira ao redor do bojo central da galáxia. Essa é uma característica comum em galáxias espirais, mas sua presença em uma galáxia tão antiga é uma surpresa para os cientistas.
A descoberta da SPT0418-47 abre novas possibilidades para o estudo da formação e evolução das galáxias. Os pesquisadores acreditam que essa galáxia pode ser um exemplo de como as galáxias espirais se formaram e evoluíram em um universo jovem. Além disso, essa descoberta também pode ajudar a entender melhor a forma como a Via Láctea evoluiu ao longo dos bilhões de anos.
“Essa descoberta é um grande passo para entendermos a formação das galáxias espirais e sua evolução ao longo do tempo cósmico”, afirma o professor Schaerer. “Agora podemos investigar ainda mais essa galáxia e descobrir novos detalhes sobre sua estrutura e composição.”
Essa descoberta também destaca a importância da tecnologia e das colaborações internacionais para

