O Grande Oriente Lusitano, uma das mais antigas e respeitadas instituições maçônicas de Portugal, prestou hoje uma sentida homenagem a um dos seus membros mais ilustres: João Cravinho. O antigo ministro foi lembrado por sua luta incansável contra a corrupção e sua defesa da ética na política.
Cravinho, que faleceu no último dia 17 de abril, aos 72 anos, deixou um legado de integridade e compromisso com o bem comum. Sua trajetória na política portuguesa foi marcada por sua postura ética e sua determinação em combater a corrupção, uma praga que infelizmente ainda assola nosso país.
Nascido em Lisboa, em 1948, João Cravinho era formado em Direito pela Universidade de Lisboa e iniciou sua carreira política no Partido Socialista, em 1974. Ao longo de sua vida, ocupou diversos cargos públicos, como deputado, secretário de Estado e ministro. Em todas as suas funções, sempre foi reconhecido por sua integridade e comprometimento com o interesse público.
No Grande Oriente Lusitano, Cravinho ingressou em 1991 e foi um membro ativo e dedicado. Sua atuação na instituição foi pautada pelos valores maçônicos de fraternidade, igualdade e liberdade. Além disso, ele sempre foi um defensor da transparência e da ética na política, valores que são fundamentais para a Maçonaria.
Em seu discurso, o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, destacou a importância da atuação de Cravinho na luta contra a corrupção: “João Cravinho foi um exemplo de retidão e coragem na defesa da ética na política. Sua postura firme e sua determinação em combater a corrupção inspiraram muitos de nós e nos mostraram que é possível fazer política de forma honesta e íntegra.”
A homenagem ao antigo ministro também contou com a presença de familiares, amigos e colegas de partido, que destacaram sua personalidade íntegra e seu compromisso com os valores democráticos. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem de condolências e ressaltou a importância de Cravinho para a política portuguesa.
Além de sua atuação na política, João Cravinho também foi um grande defensor da cultura e da educação. Foi presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e membro do Conselho de Administração da Fundação Champalimaud. Também foi professor universitário e autor de diversos livros sobre política e gestão pública.
Sua partida deixa um vazio no cenário político português, mas seu legado de honestidade e compromisso com o bem comum permanecerá vivo e inspirando as gerações futuras. O Grande Oriente Lusitano se orgulha de ter tido João Cravinho como membro e presta essa homenagem como forma de reconhecer sua importância e agradecer por sua contribuição para a sociedade portuguesa.
Que a memória de João Cravinho continue a nos inspirar na luta por um país mais justo, ético e fraterno. Seu exemplo de cidadão e maçom será sempre lembrado e honrado pelo Grande Oriente Lusitano e por todos aqueles que acreditam em um mundo melhor.

