Na última semana, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, manifestou suas dúvidas em relação à nova solução apresentada pelo consórcio LusoLav para a estação de alta velocidade da cidade. Apesar de ter votado a favor de uma alternativa, o líder político expressou suas preocupações em termos jurídicos, urbanísticos e de mobilidade.
A nova proposta do consórcio LusoLav, que é responsável pela construção e operação da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa, prevê a criação de uma estação subterrânea em Vila Nova de Gaia, mais precisamente no Candal. Esta estação seria conectada à estação de São Bento, no Porto, por meio de um túnel subaquático. Esta solução foi apresentada após a polêmica causada pela proposta inicial, que previa a construção de uma estação em Lavadores, na freguesia de Canidelo.
Apesar de ter votado a favor da alternativa apresentada pelo consórcio, o presidente da Câmara de Gaia demonstrou suas dúvidas em relação à sua viabilidade. Em entrevista à imprensa, Eduardo Vítor Rodrigues afirmou que a solução apresentada pelo LusoLav é “uma proposta muito complexa e que levanta muitas questões em termos jurídicos, urbanísticos e de mobilidade”.
Em termos jurídicos, o presidente da Câmara questiona a legalidade da construção de uma estação subterrânea em Vila Nova de Gaia, uma vez que as licenças para a construção da linha de alta velocidade foram concedidas para a estação em Lavadores. Além disso, há questões relacionadas aos impactos ambientais e à desapropriação de terrenos para a construção do túnel subaquático.
Em relação aos aspectos urbanísticos, Eduardo Vítor Rodrigues questiona a integração da nova estação no contexto da cidade. Segundo o presidente, a estação de Lavadores tinha o potencial de ser um importante polo de desenvolvimento para a freguesia de Canidelo, enquanto a estação subterrânea no Candal não teria o mesmo impacto na região.
Já em termos de mobilidade, o presidente da Câmara de Gaia destaca as dificuldades de acesso à nova estação, que seria subterrânea e distante do centro da cidade. Além disso, seria necessário um investimento adicional para a construção de uma ligação entre a estação subterrânea e a estação de São Bento, no Porto.
Apesar de suas dúvidas, Eduardo Vítor Rodrigues se mostra aberto ao diálogo com o consórcio LusoLav e com o Governo para encontrar uma solução que seja viável e benéfica para Vila Nova de Gaia. “Estamos disponíveis para discutir e encontrar uma alternativa que seja boa para Gaia e para o país”, afirmou o presidente.
Esta questão tem gerado polêmica e dividido opiniões entre os moradores de Vila Nova de Gaia. Alguns acreditam que a estação subterrânea no Candal seria benéfica para a cidade, trazendo desenvolvimento e investimentos. Já outros defendem a estação em Lavadores, por considerá-la mais estratégica para a região.
Independentemente da solução escolhida, o importante é que a decisão seja tomada levando em consideração os interesses da população e o desenvolvimento sustentável da cidade. Eduardo Vítor Rodrigues, como representante do povo, está cumprindo seu papel ao levantar suas dúvidas e buscar a melhor alternativa para a cidade.
Uma coisa é certa, a construção da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa é um importante projeto para o país, que trará benefícios para toda a população. Por isso, é necessário

