O ano de 2020 foi marcado por diversos acontecimentos e desafios em todo o mundo, e Portugal não foi exceção. Além da pandemia da Covid-19, que afetou a vida de todos, o país também enfrentou um aumento significativo no número de portugueses expulsos ou deportados de outros países.
De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), divulgado recentemente, o número de portugueses expulsos ou deportados para Portugal no ano passado aumentou 43% em relação a 2019. Isso significa que mais de 1.500 portugueses foram forçados a deixar o país onde estavam vivendo e retornar ao seu país de origem.
Além disso, o relatório também revela que quase 1.500 portugueses cumprem pena no estrangeiro, o que representa um aumento de quase 30% em relação ao ano anterior. Esses números são alarmantes e nos mostram que ainda há muito a ser feito para garantir a segurança e o bem-estar dos nossos cidadãos no exterior.
É importante destacar que esses números não representam apenas estatísticas, mas sim pessoas com histórias de vida, sonhos e famílias. O fato de terem sido expulsos ou deportados de outros países pode ter um impacto devastador em suas vidas, tanto emocional quanto financeiramente.
Porém, é preciso entender que existem razões pelas quais esses portugueses foram expulsos ou deportados. Muitos deles cometeram crimes graves ou violaram as leis do país onde estavam vivendo. Nesse sentido, é importante ressaltar que a expulsão ou deportação é uma medida necessária para garantir a segurança e a integridade da sociedade.
No entanto, é fundamental que as autoridades portuguesas e os cidadãos se unam para ajudar essas pessoas que retornam ao país. Muitas vezes, esses portugueses não têm recursos financeiros, moradia ou emprego para recomeçar suas vidas. É necessário, portanto, que haja políticas públicas eficazes para apoiá-los nessa reintegração.
Além disso, é preciso investir em medidas de prevenção, para que o número de portugueses expulsos ou deportados de outros países não continue aumentando. Isso pode ser feito através de campanhas de conscientização, programas de apoio aos cidadãos que vivem no exterior e intensificação das relações diplomáticas entre Portugal e outros países.
É importante ressaltar que o aumento no número de portugueses expulsos ou deportados não reflete a imagem do país como um todo. Portugal é um país acolhedor, com uma rica cultura e um povo hospitaleiro. Não podemos deixar que esses acontecimentos negativos manchem a nossa reputação.
Por isso, é fundamental que os portugueses se unam em prol de um país mais seguro e justo para todos. É necessário que cada um faça a sua parte, respeitando as leis e as normas dos países onde vivem, e ajudando aqueles que retornam ao país após a expulsão ou deportação.
Por fim, é importante lembrar que os portugueses expulsos ou deportados são nossos conterrâneos, que merecem respeito e dignidade. Devemos oferecer a eles uma segunda chance, e ajudá-los a se reintegrar à sociedade portuguesa de forma positiva e construtiva.
Com diálogo, empatia e políticas públicas eficazes, podemos trabalhar juntos para reduzir o número de portugueses expulsos ou deportados e garantir um futuro melhor para todos. Afinal, o objetivo de um país é sempre garantir o bem-estar de seus cidadãos, dentro e fora de suas fronteiras.

