O grupo Vita, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para acompanhar e combater os casos de abuso sexual na Igreja Católica, tem sido uma importante ferramenta no apoio às vítimas e na busca por justiça. Recentemente, a coordenadora do grupo, Maria Inês Brito, anunciou que já foram recebidas 128 denúncias, das quais 71 incluem pedidos de indemnização. Esses números destacam a importância do trabalho do Vita e mostram que é preciso continuar lutando contra essa grave violação dos direitos humanos.
Desde que foi criado, em novembro de 2018, o Vita tem sido um ponto de referência para as vítimas de abuso sexual na Igreja Católica em Portugal. O grupo é formado por profissionais qualificados e comprometidos com a proteção dos direitos das vítimas e com a prevenção de novos casos de abuso. Composta por psicólogos, psiquiatras, juristas e outras especialidades, a equipe do Vita oferece um espaço seguro e acolhedor para as vítimas compartilharem suas histórias e receberem o apoio necessário.
Maria Inês Brito, coordenadora do Vita, destaca que as denúncias recebidas até o momento são apenas a ponta do iceberg, já que muitas vítimas sentem medo e vergonha de relatar os abusos sofridos. No entanto, o trabalho do grupo tem estimulado cada vez mais pessoas a denunciarem os casos de abuso, contribuindo para uma mudança de cultura e para a conscientização da gravidade dessa questão. Segundo a coordenadora, o objetivo do grupo não é apenas apoiar as vítimas, mas também promover uma mudança real e efetiva na Igreja Católica.
Além de oferecer apoio emocional e jurídico, o Vita também tem se dedicado ao trabalho de prevenção de novos casos de abuso. O grupo tem promovido formações para líderes religiosos, conscientizando-os sobre a importância de um ambiente seguro para as crianças e adolescentes e ensinando-os a identificar possíveis sinais de abuso. O Vita também está em contato com outras instituições que trabalham com a proteção de direitos das crianças, buscando parcerias e colaboração para fortalecer sua atuação e ampliar seu alcance.
O trabalho do grupo Vita tem sido elogiado por diversas organizações e instituições que atuam na proteção dos direitos humanos. Para o coordenador da Comissão Nacional de Justiça e Paz, Pe. João Paulo Vaz, o grupo é um exemplo de efetividade e dedicação na luta pela justiça e pela proteção das vítimas. Já a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) destaca a importância do Vita em ajudar as vítimas a quebrarem o ciclo de silêncio e vergonha.
Diante das denúncias já recebidas, o grupo Vita tem encaminhado os casos às autoridades competentes, contribuindo para a investigação e responsabilização dos abusadores. Além disso, o grupo tem trabalhado junto às dioceses para o pagamento de indemnizações às vítimas, buscando reparar de alguma forma os danos causados. O trabalho do grupo tem mostrado resultados positivos e impactantes, contribuindo para a mudança de postura da Igreja Católica em relação a esses casos.
O grupo Vita é um sinal de esperança para as vítimas de abuso sexual na Igreja Católica em Portugal. Com uma atuação firme e dedicada, o grupo tem mostrado que é possível lutar contra essa violação dos direitos humanos e promover uma mudança positiva na sociedade. As denúncias recebidas até o momento são apenas o começo de um trabalho que ainda tem muito a

