A qualidade da educação é um tema de extrema importância em qualquer sociedade. E quando se trata da educação de crianças e jovens que vivem fora do seu país de origem, essa questão se torna ainda mais relevante. Por isso, é preocupante quando uma figura importante como a secretária-geral do Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas afirma que o certificado para atestar a qualidade das aprendizagens dos alunos do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) não serve para nada e que nenhuma escola o reconhece.
Em uma entrevista recente, a secretária-geral do sindicato, Maria João Reis, expressou sua preocupação com a falta de reconhecimento do certificado de aprendizagem dos alunos do EPE. Segundo ela, esse documento não tem valor algum e não é levado em consideração pelas escolas onde os alunos do EPE desejam ingressar. Além disso, Maria João Reis também afirmou que o certificado não é reconhecido pelo Ministério da Educação português, o que dificulta ainda mais a vida dos alunos que desejam continuar seus estudos em Portugal.
Essas declarações são extremamente preocupantes, pois colocam em dúvida a qualidade do ensino oferecido aos alunos do EPE. Afinal, se o certificado não é reconhecido pelas escolas e pelo próprio Ministério da Educação, qual é a garantia de que os alunos estão aprendendo de fato? E mais do que isso, qual é o impacto disso na vida desses jovens que, muitas vezes, deixam seus países de origem em busca de uma educação de qualidade?
É importante ressaltar que o EPE é uma iniciativa do Governo Português que visa garantir o ensino da língua e cultura portuguesas para os filhos de emigrantes portugueses e lusodescendentes. O programa é oferecido em diversos países, como França, Luxemburgo, Suíça, entre outros, e tem como objetivo manter viva a língua e a cultura portuguesas nas comunidades lusófonas ao redor do mundo. Portanto, é inadmissível que o certificado de aprendizagem do EPE não seja reconhecido pelas escolas e pelo próprio governo português.
Diante dessa situação, é necessário que medidas sejam tomadas para garantir o reconhecimento e a validade do certificado de aprendizagem do EPE. É preciso que o Ministério da Educação português se posicione e tome providências para que esse documento seja aceito pelas escolas em Portugal. Além disso, é fundamental que o próprio sindicato dos professores do EPE se mobilize e lute por esse reconhecimento, afinal, são eles os responsáveis por garantir a qualidade do ensino oferecido aos alunos.
É importante lembrar que a educação é um direito de todos e deve ser tratada com seriedade e respeito. Os alunos do EPE têm o direito de ter seu certificado de aprendizagem reconhecido e valorizado, afinal, eles estão se dedicando a aprender a língua e a cultura do seu país de origem, mesmo vivendo em outro lugar. É preciso que as autoridades competentes entendam a importância desse reconhecimento e tomem as medidas necessárias para garantir que os alunos do EPE tenham as mesmas oportunidades de estudo que os demais jovens portugueses.
Por fim, é importante ressaltar que a educação é um processo contínuo e que não se limita apenas ao ensino formal. Os alunos do EPE estão aprendendo muito mais do que a língua e a cultura portuguesas, eles estão aprendendo a valorizar suas raízes e a manter viva a sua identidade. Portanto, é fundamental que o certificado de aprendizagem do EPE seja reconhecido

