Cerca de 50 pessoas se reuniram hoje em uma vigília em solidariedade com uma mulher desalojada em Loures, na região metropolitana de Lisboa. O objetivo do encontro foi exigir uma solução permanente para a situação dessa mãe e de todas as outras que correm o risco de perder seus filhos devido à falta de habitação.
A vigília foi organizada por um grupo de ativistas e moradores da região, que se uniram para apoiar a mulher desalojada e chamar a atenção para a grave crise habitacional que afeta muitas famílias em Portugal. Com cartazes e faixas, os participantes pediram por políticas públicas efetivas que garantam o direito à moradia digna para todos.
A mulher desalojada, que preferiu não se identificar, contou sua história emocionante durante a vigília. Ela relatou que foi despejada de sua casa após não conseguir pagar o aluguel, devido à perda de seu emprego durante a pandemia. Com lágrimas nos olhos, ela disse que teme perder a guarda de seus filhos por não ter um lugar para morar.
Essa situação não é um caso isolado. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2020, mais de 26 mil famílias foram despejadas em Portugal. Além disso, estima-se que cerca de 26 mil pessoas estejam em situação de sem-abrigo no país. Esses números alarmantes mostram que a falta de habitação é uma realidade que afeta milhares de pessoas em todo o país.
Durante a vigília, os participantes também destacaram a importância de uma ação imediata por parte do governo para enfrentar essa crise habitacional. Eles exigiram a criação de políticas públicas que garantam o direito à moradia, como a construção de mais habitações sociais e a regulamentação do mercado de aluguel, que muitas vezes é abusivo e inacessível para a população de baixa renda.
Além disso, os ativistas também pediram por uma maior proteção às famílias desalojadas, como a garantia de um alojamento temporário até que uma solução permanente seja encontrada. Eles ressaltaram que a falta de moradia não é apenas uma questão de falta de teto, mas também de dignidade e de direitos humanos.
A vigília também contou com a presença de representantes de organizações não governamentais que atuam na área da habitação, que reforçaram a importância da solidariedade e da união da sociedade civil para enfrentar essa crise. Eles destacaram que é preciso pressionar o governo para que a questão da habitação seja tratada como uma prioridade e que sejam tomadas medidas efetivas para garantir o direito à moradia para todos.
O evento foi encerrado com um momento de reflexão e oração em homenagem a todas as famílias que estão enfrentando a falta de habitação em Portugal. Os participantes se comprometeram a continuar lutando por uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham o direito básico de ter um lar.
A vigília em solidariedade com a mulher desalojada em Loures foi um ato de amor e empatia, que mostrou a força da união e da solidariedade em tempos difíceis. Esperamos que esse evento possa sensibilizar as autoridades e a sociedade em geral para a urgência de uma solução para a crise habitacional em nosso país. Afinal, todos merecem ter um lugar para chamar de lar.

