As mulheres brasileiras são conhecidas por sua força e determinação, mas infelizmente, ainda enfrentam desigualdades em diversas áreas, incluindo no mercado de trabalho. Um estudo recente realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelou que as brasileiras ganhariam em média R$ 834 a mais por mês se o trabalho doméstico fosse remunerado. Além disso, 92% dos brasileiros reconhecem que as mulheres estão sobrecarregadas com as tarefas domésticas.
O trabalho doméstico é uma atividade essencial para o funcionamento de uma casa e, consequentemente, da sociedade. No entanto, ele é frequentemente desvalorizado e invisibilizado, principalmente por ser realizado majoritariamente por mulheres. Segundo dados do IPEA, 95% das pessoas que realizam trabalho doméstico no Brasil são mulheres, sendo que 44% delas são negras. Além disso, 37% dessas mulheres não possuem carteira assinada e 25% não recebem nenhum tipo de remuneração.
Esses números são alarmantes e mostram como a desigualdade de gênero ainda é uma realidade no Brasil. As mulheres são sobrecarregadas com as tarefas domésticas, que muitas vezes são vistas como sua responsabilidade exclusiva, mesmo quando elas também trabalham fora de casa. Isso resulta em uma dupla jornada de trabalho, o que impacta diretamente na sua saúde física e mental, além de limitar suas oportunidades de crescimento profissional.
O estudo do IPEA também apontou que, se o trabalho doméstico fosse remunerado, as mulheres brasileiras teriam um aumento de 28% em sua renda mensal. Isso significa que elas poderiam investir em sua educação, saúde e lazer, além de terem mais autonomia financeira. Além disso, a remuneração do trabalho doméstico também traria um impacto positivo na economia do país, já que essas mulheres passariam a consumir mais e a contribuir para o crescimento do mercado.
É importante ressaltar que o trabalho doméstico não é apenas limpar a casa e cozinhar, mas também cuidar de crianças, idosos e pessoas com deficiência. São atividades que exigem habilidades e dedicação, mas que muitas vezes são vistas como “obrigações” das mulheres, sem nenhum reconhecimento ou valorização.
Felizmente, algumas iniciativas já estão sendo tomadas para mudar essa realidade. Em 2015, foi aprovada a PEC das Domésticas, que garantiu direitos trabalhistas para as empregadas domésticas, como jornada de trabalho de 44 horas semanais, pagamento de horas extras e seguro-desemprego. Além disso, algumas empresas estão adotando políticas de igualdade de gênero, oferecendo licença-paternidade e creches no local de trabalho, por exemplo.
No entanto, ainda há muito a ser feito. É necessário que a sociedade como um todo reconheça e valorize o trabalho doméstico, que é essencial para o funcionamento da sociedade. Além disso, é preciso que as mulheres tenham acesso a oportunidades de trabalho e educação, para que possam conquistar sua independência financeira e não sejam limitadas a trabalhos precários e mal remunerados.
É urgente que as desigualdades de gênero sejam combatidas em todas as esferas da sociedade. As mulheres brasileiras são fortes e merecem ter seus direitos e seu trabalho valorizados. É preciso que todos se unam para que elas possam ter uma vida mais justa e igualitária, sem a sobrecarga de tarefas domésticas e com a possibilidade de alcançar seus sonhos e objetivos. Juntos, podemos construir um futuro mais justo e igualitário para todas as brasile

