O mundo da arquitetura é repleto de grandes talentos, que deixaram suas marcas na história e influenciaram gerações futuras. Entre esses nomes, destacam-se Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck, dois arquitetos renomados que, apesar de nunca terem trabalhado juntos, tiveram suas trajetórias cruzadas por um forte laço de inspiração mútua. E é justamente essa relação que é explorada no livro “Lina por Aldo”, uma obra que mostra como o talento de Bo Bardi influenciou a vida e a obra de van Eyck.
Lina Bo Bardi nasceu em Roma, em 1914, e se formou em arquitetura pela Universidade de Roma. Em 1946, mudou-se para o Brasil, onde desenvolveu a maior parte de sua carreira e deixou um legado importante para a arquitetura brasileira. Já Aldo van Eyck, nascido em Amsterdã, em 1918, também se formou em arquitetura e foi um dos principais nomes do movimento da arquitetura estruturalista. Apesar de terem trabalhado em países diferentes e em períodos distintos, esses dois arquitetos compartilhavam de uma mesma visão sobre a arquitetura e o papel do arquiteto na sociedade.
O livro “Lina por Aldo” é uma coletânea de textos escritos por van Eyck sobre Bo Bardi, com o objetivo de mostrar como ela foi uma grande fonte de inspiração para ele. O livro conta com ensaios, cartas e entrevistas, que revelam a admiração que van Eyck tinha pela colega de profissão. Em um desses textos, van Eyck afirma que “a arquitetura de Lina é um exemplo de como a arquitetura pode ser uma forma de expressão e uma ferramenta de transformação social”. Essa declaração evidencia a importância que Bo Bardi teve não apenas como arquiteta, mas também como uma figura que usava sua profissão para promover mudanças na sociedade.
Uma das principais características que uniam os dois arquitetos era a valorização do espaço público e a busca por uma arquitetura mais humana e inclusiva. Ambos acreditavam que a arquitetura deveria ser pensada para as pessoas e não apenas para fins estéticos ou comerciais. Essa visão pode ser observada em obras como o SESC Pompeia, projetado por Bo Bardi, e o Orfanato Municipal de Amsterdã, projetado por van Eyck. Ambos os projetos são exemplos de como a arquitetura pode ser usada como uma ferramenta de inclusão e transformação social.
Além disso, Lina Bo Bardi também foi uma grande influência para van Eyck em relação ao uso de materiais e técnicas construtivas. Bo Bardi tinha um forte vínculo com a cultura e a arte brasileira, e isso se refletia em suas escolhas arquitetônicas. Ela utilizava materiais simples e locais, como o concreto e a madeira, e valorizava a mão de obra artesanal. Essa abordagem também foi adotada por van Eyck, que se inspirou na arquitetura vernacular e na cultura local em seus projetos.
Além da admiração profissional, van Eyck também expressava sua admiração pessoal por Bo Bardi. Ele a descrevia como uma pessoa forte, corajosa e determinada, que não tinha medo de enfrentar desafios e defender suas ideias. Essa personalidade cativou van Eyck e o motivou a sempre buscar a excelência em seus projetos.
O livro “Lina por Aldo” é uma verdadeira homenagem a uma das grandes figuras da arquitetura brasileira e, ao mesmo tempo, uma demonstração do quanto seu

