Sistema estelar encontra-se a 650 anos-luz de distância, na constelação de Serpens. Luz de alta resolução no infravermelho próximo mostra novos pormenores e uma estrutura complexa.
Recentemente, astrônomos descobriram um sistema estelar fascinante a 650 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Serpens. Essa descoberta foi possível graças a imagens de alta resolução obtidas no infravermelho próximo, que revelaram novos detalhes e uma estrutura surpreendentemente complexa.
O sistema estelar, nomeado de Serpens-650, é composto por três estrelas orbitando uma em torno da outra em uma órbita estável. Isso significa que as estrelas estão em equilíbrio gravitacional, mantendo-se unidas e se movendo juntas pelo espaço. Esse tipo de sistema é chamado de sistema estelar triplo e é relativamente comum em nossa galáxia.
No entanto, o que torna o Serpens-650 tão especial é sua estrutura interna. A estrela central, denominada de Serpens-A, é uma gigante vermelha, com uma massa cerca de três vezes maior que a do Sol. Ela é cercada por uma nuvem de poeira e gás, que foi revelada pelas imagens em infravermelho próximo. Essa nuvem é composta por material que foi expelido pela estrela à medida que ela envelhece e se expande.
Além disso, as imagens também revelaram a presença de uma segunda estrela, chamada de Serpens-B, que orbita a Serpens-A em uma distância de aproximadamente 10 unidades astronômicas (UA). Para se ter uma ideia, a distância entre a Terra e o Sol é de apenas uma unidade astronômica. A Serpens-B é uma estrela de classe G, semelhante ao nosso Sol, mas com uma massa um pouco menor.
Mas o que realmente chamou a atenção dos astrônomos foi a descoberta de uma terceira estrela, a Serpens-C, orbitando a Serpens-A em uma distância de apenas 1,5 UA. Isso significa que a Serpens-C está muito próxima da gigante vermelha, o que torna essa órbita bastante instável. Essa descoberta foi uma surpresa, pois sistemas triplos geralmente apresentam órbitas mais estáveis e equilibradas.
A Serpens-C é uma estrela de classe M, ou seja, uma anã vermelha, com uma massa muito menor que a de suas companheiras. Ela é a estrela mais fria e menos brilhante do sistema, o que dificultou sua detecção até agora. Os astrônomos acreditam que ela tenha se formado a partir de um disco de poeira e gás que circundava a Serpens-A, e que acabou se fragmentando e criando a terceira estrela.
Com essa descoberta, o Serpens-650 se tornou um sistema estelar ainda mais interessante para os cientistas. A presença de uma estrela tão próxima da gigante vermelha pode fornecer informações valiosas sobre a evolução estelar e a dinâmica dos sistemas triplos. Além disso, essa configuração única pode ajudar a explicar como os planetas se formam em torno de estrelas múltiplas.
As imagens de alta resolução em infravermelho próximo também revelaram que a Serpens-A está cercada por um disco de poeira e gás, semelhante ao cinturão de asteroides do nosso Sistema Solar. Acredita-se que esse disco seja composto por material que não foi expelido pela estrela, mas que pode eventualmente se

