No início da Quaresma, período de reflexão e preparação para a Páscoa, a Renascença teve a oportunidade de conversar com o padre Fernando Sampaio, capelão hospitalar, sobre a forma como o Papa Francisco tem enfrentado sua doença. Em meio a uma sociedade cada vez mais apressada e intolerante ao sofrimento, o testemunho de humanidade do pontífice é um desafio para os tempos atuais.
Desde que assumiu o papado, em 2013, o Papa Francisco tem se destacado por sua simplicidade, humildade e proximidade com as pessoas. Sua postura acolhedora e compassiva tem conquistado o coração de milhões de fiéis ao redor do mundo. No entanto, nos últimos meses, o pontífice tem enfrentado uma nova batalha em sua vida: uma doença que tem limitado sua mobilidade e o obrigado a reduzir sua agenda.
Diante dessa situação, o padre Fernando Sampaio, que é capelão no Hospital de São João, no Porto, reflete sobre a forma como o Papa tem vivido sua doença. Para ele, o testemunho de humanidade de Francisco é um exemplo a ser seguido. “O Papa tem uma capacidade de ser humano, de ser próximo, de ser acolhedor, de ser compassivo, de ser misericordioso, que é um desafio para o tempo atual, que é um tempo apressado, intolerante ao sofrimento”, afirma o padre.
O Papa Francisco sempre defendeu a importância de estar próximo das pessoas, especialmente daquelas que mais sofrem. Em suas visitas pastorais, ele faz questão de visitar hospitais, asilos e presídios, levando uma mensagem de amor e esperança. Agora, em meio à sua própria batalha contra a doença, o pontífice continua sendo um exemplo de proximidade e compaixão.
O padre Fernando ressalta que o Papa não se deixa abater pela doença, mas a enfrenta com coragem e fé. “O Papa Francisco é um homem de muita fé, é um homem que vive a sua fé com muita intensidade e isso é notório na forma como ele se relaciona com as pessoas, na forma como ele se relaciona com as coisas, na forma como ele se relaciona com o mundo”, destaca o capelão.
Nesse sentido, o testemunho de humanidade de Francisco é um convite para que todos possamos olhar para o outro com mais amor e compaixão. Em um mundo cada vez mais individualista e egoísta, o Papa nos mostra que é possível sermos mais humanos e solidários com aqueles que estão ao nosso redor.
Além disso, o padre Fernando também destaca a importância da Quaresma como um tempo de reflexão e conversão. “É um tempo que nos leva a olhar para dentro de nós mesmos, a avaliar a nossa vida, a ver como estamos vivendo, como estamos nos relacionando com os outros, com Deus, com o mundo. É um tempo de mudança, de conversão”, explica o capelão.
Em meio à pandemia de COVID-19, a Quaresma ganha ainda mais significado, pois nos convida a refletir sobre nossa fragilidade e a importância de cuidarmos uns dos outros. Nesse sentido, o testemunho de humanidade do Papa Francisco é ainda mais relevante, pois nos mostra que é possível enfrentar as dificuldades com fé, esperança e amor ao próximo.
Portanto, neste início de Quaresma, que possamos nos inspirar no exemplo do Papa Francisco e sermos mais humanos, mais próximos e mais compassivos com aqueles que estão ao nosso redor. Que possamos aproveitar esse tempo de reflexão e conversão para nos tornarmos pessoas melhores e construirmos um mundo mais justo e fraterno. Que o testemunho de humanidade do Papa continue nos desafiando e nos inspirando

