O Partido Comunista Português (PCP) anunciou que irá apresentar uma moção de censura ao governo liderado pelo Partido Socialista (PS). Mas o que é uma moção de censura, como funciona, quantos votos são necessários para ser aprovada e qual é a diferença para uma moção de confiança? Neste artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Além disso, vamos analisar um caso concreto e o histórico das moções de censura em Portugal.
Uma moção de censura é uma ferramenta política utilizada pela oposição para contestar o governo em exercício. Ela é uma forma de expressar descontentamento com a atuação do governo e pode levar à sua queda, caso seja aprovada. Ou seja, é uma forma de responsabilizar o governo pelos seus atos e decisões.
No caso específico de Portugal, de acordo com o artigo 169 da Constituição da República Portuguesa, a moção de censura é uma forma de controlo político, que tem como objetivo a queda do governo. Ela pode ser apresentada por um décimo dos deputados da Assembleia da República, o que equivale a 23 deputados. No entanto, ela só pode ser discutida e votada após um período mínimo de cinco dias após a sua apresentação.
Para ser aprovada, a moção de censura precisa de uma maioria absoluta de votos, ou seja, metade dos deputados mais um, o que equivale a 116 votos. Além disso, é necessário que a moção seja apresentada por um partido ou uma coligação de partidos e tenha uma fundamentação clara e específica. Caso a moção seja aprovada, o governo é então obrigado a renunciar ao cargo.
No entanto, é importante ressaltar que a aprovação de uma moção de censura não implica automaticamente na queda do governo. Isso porque, de acordo com a Constituição Portuguesa, o Presidente da República pode exercer o seu poder de veto e dissolver a Assembleia da República, caso não haja uma solução governativa alternativa viável.
Agora, vamos analisar um caso concreto: a moção de censura apresentada pelo PCP ao governo do PS em 2018. Na época, o PCP justificou a apresentação da moção com base na insatisfação com a política de direita do governo e com as medidas de austeridade adotadas. No entanto, a moção acabou sendo rejeitada pela maioria dos deputados, incluindo do próprio partido que a apresentou, o que demonstra que nem sempre uma moção de censura é sinônimo de queda do governo.
Agora, vamos falar sobre a relação entre a moção de censura e a moção de confiança. Ambas são instrumentos políticos com o mesmo objetivo: avaliar a confiança do parlamento no governo em exercício. No entanto, enquanto a moção de censura busca derrubar o governo, a moção de confiança visa fortalecer a sua posição. Além disso, a moção de confiança pode ser apresentada tanto pelo governo quanto pela oposição, enquanto a moção de censura é uma prerrogativa exclusiva da oposição.
Em relação ao PS, partido que atualmente lidera o governo em Portugal, não é necessário que ele vote a favor da moção de censura para que ela seja aprovada. No entanto, é improvável que ele vote a favor, já que isso significaria a queda do seu próprio governo. Além disso, o PS possui uma maioria absoluta na Assembleia da República, o que dificulta a aprovação de uma moção de censura.
Por fim, é importante destacar que as moções de censura não são um

