O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) surpreendeu a população do Alentejo ao apresentar sua demissão ao Governo nesta quarta-feira (10 de março). A renúncia coletiva dos membros do Conselho foi motivada por divergências em relação à responsabilidade de construção do novo Hospital Central do Alentejo, que está previsto para ser construído em Évora.
A notícia abalou os moradores da região, que já aguardam há anos pela construção do novo hospital, que deverá substituir o atual Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE). No entanto, a decisão do Conselho de Administração da ULSAC veio para mostrar que a gestão do projeto não está sendo tão simples quanto se imaginava.
De acordo com o comunicado emitido pelo Conselho de Administração, a renúncia aconteceu devido a divergências em relação à responsabilidade pela construção do novo Hospital Central do Alentejo. Segundo o Conselho, a ULSAC não tem competência para gerir a construção do hospital e a responsabilidade seria do Ministério da Saúde.
A decisão do Conselho de Administração vem em meio a uma série de polêmicas que cercam o projeto desde o seu início. A construção do novo hospital foi anunciada pelo Governo em 2012, com previsão para ser entregue até 2017, mas até o momento, pouco foi feito. A população já se acostumou a conviver com a falta de estrutura e condições precárias do atual HESE, que não atende de forma satisfatória à demanda da região.
A demissão do Conselho de Administração da ULSAC é um sinal de que é preciso rever o planejamento e a execução do projeto do novo Hospital Central do Alentejo. A população do Alentejo merece ter um hospital moderno e eficiente, capaz de oferecer um atendimento de qualidade e suprir as necessidades de toda a região.
O Conselho de Administração da ULSAC também destacou em seu comunicado que a gestão do processo de construção do hospital está sendo prejudicada por interferências políticas e falta de recursos. É preciso que o Governo assuma sua responsabilidade e direcione os esforços necessários para a realização deste importante projeto para o Alentejo.
No entanto, mesmo diante das dificuldades, é importante ressaltar que a ULSAC e o Governo têm trabalhado juntos para garantir a continuidade dos serviços de saúde na região. A renúncia do Conselho de Administração não deve ser encarada como um sinal de fracasso, mas sim como uma oportunidade de reavaliar e aprimorar o projeto do novo Hospital Central do Alentejo.
A população do Alentejo não pode mais esperar pela construção do novo hospital. Precisamos de uma solução rápida e eficiente para garantir o acesso à saúde de qualidade a todos os moradores da região. É preciso que o Governo e a ULSAC atuem juntos para superar as divergências e encontrar uma solução viável para a construção do novo hospital.
Nós, como cidadãos, devemos nos unir e apoiar as iniciativas que visam melhorar a saúde na região do Alentejo. É necessário que haja transparência e diálogo entre todas as partes envolvidas, para que possamos construir um novo hospital que atenda às demandas do presente e do futuro.
A renúncia do Conselho de Administração da ULSAC pode ser vista como um desafio a ser superado, mas também é uma oportunidade de reflexão e de buscar soluções mais eficientes e sustentáveis para a saúde do Alentejo. A população espera e merece um futuro melhor e é dever do Governo garantir isso.
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