O acesso de Gandra D’Almeida, ex-diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a uma consulta hospitalar gerou polêmica e questionamentos sobre possíveis privilégios e desrespeito às regras do sistema de saúde público. No entanto, após uma investigação realizada pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), foi concluído que a realização da cirurgia de D’Almeida seguiu todos os procedimentos em vigor, afastando assim qualquer irregularidade.
A polêmica teve início quando foi divulgado que D’Almeida havia sido atendido em uma consulta no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sem ter sido encaminhado pelo médico de família, como é exigido para todos os cidadãos que utilizam o SNS. Além disso, o ex-diretor executivo teria sido atendido em um horário fora do expediente, o que levantou suspeitas de que ele teria recebido um tratamento diferenciado por sua posição no sistema de saúde.
No entanto, após uma investigação minuciosa, a IGAS concluiu que não houve qualquer irregularidade no acesso de D’Almeida à consulta. Segundo o relatório divulgado, o ex-diretor executivo foi atendido em um horário de urgência, devido à gravidade de seu caso, e não houve qualquer interferência de sua posição no sistema de saúde. Além disso, a IGAS também verificou que a realização da cirurgia de D’Almeida seguiu todos os procedimentos em vigor, sem qualquer tipo de privilégio.
A conclusão da IGAS é um alívio para D’Almeida e para todos aqueles que acreditam na transparência e na igualdade no acesso à saúde pública. Afinal, o SNS é um dos pilares do Estado de Bem-Estar Social em Portugal e deve garantir o acesso igualitário e justo a todos os cidadãos, independentemente de sua posição social ou cargo ocupado.
É importante ressaltar que, apesar de ter sido constatado que não houve irregularidades no caso de D’Almeida, a IGAS também apontou algumas falhas no sistema de saúde que precisam ser corrigidas. Entre elas, está a necessidade de uma maior fiscalização e controle no acesso às consultas de urgência, para evitar possíveis abusos e garantir que os casos mais graves sejam atendidos com prioridade.
Além disso, a IGAS também recomendou que o SNS adote medidas para garantir que todos os cidadãos tenham acesso ao médico de família, evitando assim que casos como o de D’Almeida se repitam. Afinal, o médico de família é o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde e é responsável por encaminhá-lo para os demais serviços, garantindo uma melhor organização e eficiência no atendimento.
Em resumo, o caso de D’Almeida trouxe à tona questões importantes sobre o funcionamento do SNS e a necessidade de aprimorar alguns aspectos do sistema de saúde. No entanto, a conclusão da IGAS de que não houve irregularidades no acesso e na realização da cirurgia do ex-diretor executivo é um sinal de que o sistema está funcionando de forma correta e transparente. Que esse episódio sirva de lição para que o SNS continue aprimorando seus serviços e garantindo o acesso igualitário e justo a todos os cidadãos portugueses.

