O escritor e cineasta Vicente Alves do Ó, conhecido por suas obras literárias e cinematográficas, recentemente se manifestou sobre um episódio que o deixou bastante insatisfeito. Em suas redes sociais, ele relatou ter sido cobrado por uma dívida de 250 euros pela sua participação na Feira do Livro de Évora, lamentando o ocorrido em uma cidade que será a futura Capital Europeia da Cultura.
A Feira do Livro de Évora é um evento tradicional que acontece anualmente na cidade, reunindo escritores, editoras e leitores em um ambiente de celebração da literatura. No entanto, para Vicente Alves do Ó, sua participação neste ano não foi tão positiva quanto esperava.
Segundo o escritor, ele foi convidado a participar do evento e, como é de praxe, esperava que sua presença fosse remunerada. No entanto, para sua surpresa, ele foi informado de que teria que pagar uma taxa de 250 euros para estar presente na Feira do Livro. Indignado, ele questionou a organização do evento sobre essa cobrança, mas não obteve uma resposta satisfatória.
Em suas redes sociais, Vicente Alves do Ó desabafou sobre o ocorrido, lamentando que em uma cidade que será a futura Capital Europeia da Cultura, a cultura e os artistas não sejam valorizados. Ele ressaltou a importância de remunerar os escritores e artistas por seu trabalho, pois é através deles que a cultura é preservada e difundida.
O episódio gerou uma grande repercussão nas redes sociais, com muitas pessoas manifestando apoio ao escritor e criticando a atitude da organização da Feira do Livro de Évora. Muitos também destacaram a importância de valorizar e remunerar os artistas, principalmente em um momento em que a cultura tem sido tão afetada pela pandemia.
Em resposta às críticas, a organização da Feira do Livro de Évora emitiu uma nota oficial, esclarecendo que a cobrança de uma taxa para a participação de escritores e artistas é uma prática comum em eventos culturais. Eles também afirmaram que a quantia cobrada é destinada a cobrir os custos de infraestrutura e divulgação do evento.
No entanto, a nota não foi suficiente para acalmar os ânimos e muitas pessoas continuaram a manifestar seu descontentamento com a situação. Alguns até mesmo sugeriram que a organização deveria ter oferecido uma contrapartida, como a venda de livros do escritor durante o evento, ao invés de cobrar uma taxa.
Apesar do episódio lamentável, Vicente Alves do Ó não deixou de prestigiar a Feira do Livro de Évora e participou do evento, levando suas obras e interagindo com o público. Ele também aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância de valorizar e apoiar a cultura, principalmente em um momento tão delicado para o setor.
A atitude do escritor em não se deixar abater pelo ocorrido e continuar acreditando na importância da cultura é um exemplo a ser seguido. Afinal, é através da arte e da literatura que podemos expressar nossas emoções, refletir sobre a vida e nos conectar com o mundo ao nosso redor.
Esperamos que episódios como esse não se repitam e que a cultura seja cada vez mais valorizada e apoiada em nosso país. E que a cidade de Évora, como futura Capital Europeia da Cultura, possa ser um exemplo de como a arte e os artistas devem ser tratados e reconhecidos. Afinal, a cultura é um patrimônio de todos e merece ser preservada e valorizada.

