Associação busca apoio do parlamento para doença reclassificada pela OMS
A fibromialgia, uma doença crônica que afeta cerca de 2% da população mundial, tem sido alvo de debates e controvérsias nos últimos anos. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a classificação da fibromialgia como uma doença reumatológica, gerando uma série de questionamentos e incertezas. Diante dessa situação, a Associação de Apoio à Fibromialgia (AAF) decidiu tomar uma atitude e buscar apoio do parlamento português para a causa.
A fibromialgia é uma doença que provoca dores crônicas em todo o corpo, além de fadiga, distúrbios do sono e problemas cognitivos. Apesar de ser uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, ainda é pouco conhecida e muitas vezes é subestimada pela sociedade e pelos profissionais de saúde. A classificação da OMS como uma doença reumatológica era uma forma de reconhecimento e validação para os pacientes, que agora se veem em uma situação incerta.
Diante dessa mudança da OMS, a AAF decidiu se mobilizar e levar a causa ao parlamento português. A associação acredita que é importante que haja um suporte legislativo para a fibromialgia, de forma a garantir o acesso ao tratamento e aos direitos dos pacientes. Afinal, a reclassificação da doença pode ter impactos diretos na vida dos portadores, como a dificuldade em obter benefícios por incapacidade e a falta de reconhecimento por parte de empregadores.
Além disso, a AAF também busca uma maior conscientização sobre a fibromialgia por parte da sociedade e dos profissionais de saúde. Muitas vezes, os pacientes enfrentam dificuldades para encontrar médicos que entendam a doença e saibam como tratá-la de forma adequada. Com o apoio do parlamento, a associação espera que a fibromialgia seja mais reconhecida e que os pacientes possam receber o tratamento adequado e serem acolhidos pela sociedade.
A decisão da OMS de retirar a classificação da fibromialgia como uma doença reumatológica ainda não teve reflexo em Portugal. Por isso, a AAF considera fundamental que o parlamento se posicione e garanta uma atenção especial para a doença. A associação tem como objetivo trazer à tona a realidade dos pacientes e mostrar a importância de um apoio legislativo para que eles possam ter uma melhor qualidade de vida.
A fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado. No entanto, muitos pacientes enfrentam dificuldades para ter acesso a esse tratamento, seja por falta de conhecimento dos profissionais de saúde ou pela falta de reconhecimento da doença. A AAF espera que, com a atuação do parlamento, essa realidade possa ser modificada e que os pacientes possam ter uma vida mais digna e sem preconceitos.
A associação também ressalta que a fibromialgia não é apenas uma questão de saúde, mas também uma questão social. Muitos pacientes enfrentam problemas no trabalho e nas relações pessoais devido à doença. Por isso, é importante que haja uma sensibilização por parte do parlamento e da sociedade em geral para que os portadores de fibromialgia possam ter seus direitos garantidos e sejam tratados com respeito e empatia.
A AAF está confiante de que o parlamento português irá se sensibilizar com a causa e apoiar a luta pelos direitos dos pacientes de fibromialgia. A associação acredita que, juntos, podemos fazer a diferença e garantir que a reclassificação da OMS não traga prejuí

